Pielonefrite

Em 2012 eu tive meu primeiro episódio de infecção urinária que relatei neste post aqui

Já em 2014 tive minha primeira crise de cálculo renal e também fiz um relato aqui no blog…

Até que no fim do mês novembro deste ano senti novo incomodo ao urinar e logo desconfiei da infecção urinária (o mal dos namorados) e já fiz contato com o urologista e no mesmo dia ele me atendeu, solicitou exames de sangue/urina e nova urotomografia (nefrolitíase bilateral; ureteres pérvios, de calibres normais; ausência de hidronefrose; flebólito pélvico à esquerda)…

Iniciei o antibiótico oral e fiquei três dias afastada do trabalho…

Mas o improvável aconteceu e tive febre (38,5ºC) no início da semana, a noite, mesmo tomando antibiótico oral e logo enviei whatsapp ao uro que me pediu para ir novamente ao consultório e levar o resultado dos exames…

Foi então que no resultado da urocultura verificou-se que estou resistente a maioria dos antibióticos orais e o médico acho mais prudente me internar para fazer medicação venosa com supervisão do infectologista…

Urocultura

Por indicação médica fui atendida pela Unimed Domiciliar após 4 dias de internação hospitalar e o tratamento com antibiótico venoso continuou em casa por 4 dias…

Abaixo, informações sobre o tema, que encontrei em pesquisa na internet…

Pielonefrite (febre).jpg

Pielonefrite

Introdução

A pielonefrite, ou infecção das vias urinárias superiores, é o processo infeccioso que envolve os rins, normalmente causada por bactérias que migram até eles, vindas da bexiga.

Vários fatores parecem aumentar o risco de pielonefrite. Dentre eles se destacam:

  • Ser do sexo feminino: As mulheres têm mais propensão às infecções de bexiga (também chamadas de cistite ou infecções do trato urinário) que os homens porque a distância entre a bexiga e a pele, onde as bactérias normalmente vivem, é bastante curto e direto (cerca de 4 cm). Porém, em geral, a infecção limita-se à bexiga. A pielonefrite neste caso representa uma complicação da cistite.
  • Gravidez: Uma mulher tem mais chance de desenvolver pielonefrite quando está grávida. A pielonefrite e outras formas de infecção das vias urinárias aumentam o risco de parto prematuro.
  • Obstrução: Qualquer obstáculo ao fluxo de urina (tumores, estreitamentoscálculos, próstata aumentada) resulta em hidronefrose (dilatação da parte interna do rim) e em infecção renal.
  • Hiperplasia prostática: Os homens têm mais chance de ter pielonefrite se a próstata estiver aumentada, uma situação comum depois dos 50 anos de idade.
  • Uma infecção urinária (cistite) não tratada,
  • Diabetes Mellitus,
  • Bexiga neurogênica: Problema de origem nervosa que afeta a bexiga por impedir que ela se contraia e se esvazie (após um trauma de coluna, por exemplo),
  • Refluxo vesicoureteral: As crianças às vezes desenvolvem pielonefrite por causa de uma anormalidade na bexiga que permite que a urina reflua para trás (refluxo) em direção ao ureter, a conexão entre o rim e bexiga.
  • Desenvolvimento anormal das vias urinárias (estreitamentos e malformações),
  • Exames ou procedimentos que envolvam a inserção de instrumentos na bexiga (cistoscopia, sondagem vesical, etc.) aumentam o risco de infecções urinárias e pielonefrite.
  • Idade e Baixa Imunidade: Ocasionalmente, a pielonefrite pode se tornar grave, tornando-se ameaçadora à vida, especialmente em pessoas mais velhas ou naqueles que têm um sistema imune comprometido.

Quadro Clínico

Os sintomas de pielonefrite geralmente se desenvolvem rapidamente, ao longo de horas ou de um dia para outro, e incluem:

  • Febre alta (39,4°C ou mais),
  • Calafrios,
  • Tremores,
  • Dor abdominal súbita, intensa, mais concentrada no flanco (parte de trás e de lado do abdome). Esta dor pode migrar do lado para abdome inferior, ou até à virilha,
  • Náuseas e vômitos,
  • Urina “nublada” (turva),
  • Urina manchada com sangue,
  • Cheiro extraordinariamente “forte” ou até podre na urina,
  • Polaciúria: Necessidade de urinar mais freqüentemente que o normal,
  • Algúria (dor) ou Disúria (incômodo) durante a micção.

Diagnóstico

O médico iniciará a consulta perguntando sobre a história clínica, incluindo as doenças que o paciente já tenha, qualquer infecção anterior e os sintomas recentes. Ele irá medir a temperatura, a freqüência cardíaca e a pressão arterial; irá apalpar o abdome e os flancos para ver se há aumento da sensibilidade ou dor perto dos rins. Nas mulheres, fará um exame ginecológico para afastar a possibilidade de uma doença sexualmente transmitida associada, que pode confundir o diagnóstico.

Para diagnosticar a pielonefrite, o médico fará um exame de urina simples (urina I), e freqüentemente um exame de sangue (hemograma completo), para confirmar a infecção. Serão colhidas amostras da urina em um laboratório para ver há presença de bactérias através de uma urocultura. Normalmente leva aproximadamente 24 a 48 horas para identificar o tipo de bactéria envolvida na infecção, e para determinar quais antibióticos serão mais efetivos (antibiograma).

Se o paciente tem uma obstrução (como uma pedra renal que está presa no final do ureter) ou uma anormalidade anatômica no sistema urinário, podem ser solicitados outros exames, como uma Tomografia Computadorizada (uma TC), ultra-som, uma urografia excretora (que mostra um esboço das vias urinárias ao Raio X) ou uma cistoscopia.

Prevenção

Se você já teve um episódio prévio ou tem risco de ter pielonefrite, ajuda a prevenir:

  • Tomar água: A água evita o crescimento de bactérias causadoras de infecção, “lavando” constantemente suas vias urinárias. Beber vários copos de água por dia também ajuda a prevenir os cálculos renais que podem aumentar o risco de pielonefrite.
  • Vitamina C: As frutas cítricas e a vitamina C parecem inibir o crescimento de bactérias por tornar a urina mais ácida.
  • Higiene pessoal: As mulheres devem fazer a higiene pessoal após urinar e/ou evacuar, utilizando o papel higiênico no sentido da frente para trás, para não correr o risco de levar as bactérias presentes nas fezes, que muitas vezes se encontram no períneo (região entre o ânus e a vagina), para a região da vagina, contaminando pois o orifício da uretra e levando à infecção de urina.
  • Precauções na atividade sexual: As mulheres devem limpar a área ao redor dos órgãos genitais antes de fazer sexo para diminuir a expansão de bactérias. Elas também devem urinar depois das relações sexuais para eliminar as bactérias da uretra e bexiga.
  • Cirurgia: Quando há um problema estrutural com o sistema urinário, como uma obstrução por um cálculo (pedra), ou uma alteração de desenvolvimento, uma variedade de procedimentos cirúrgicos pode ser feita para restabelecer a função urinária normal e prevenir episódios futuros de pielonefrite.

Tratamento

A pielonefrite aguda sem evidências de cálculos ou de outro problema urológico (anatômico) na maioria dos casos é causada pela bactéria Escherichia Coli (muito comum nas fezes). Um programa de 10 a 14 dias de antibiótico em geral assegura o tratamento adequado.

Os antibióticos orais geralmente usados incluem o Sulfametoxazol-trimetoprim (Bactrim® e outros), o Norfloxacin (Floxacin®), o Ciprofloxacin (Cipro®) ou o Levofloxacin (Levaquin®, Tamiran®, Tavanic®, etc.), mas a escolha do antibiótico dependerá da história de alergias e dos exames de laboratório que testam das bactérias que causam a infecção.

Uma vez terminado o esquema de antibióticos, o médico pode pedir outra amostra de urina para saber se a infecção está curada.

Se o paciente tiver febre alta, tremores, calafrios, náuseas ou vômitos, ele pode estar desidratado e pode haver a necessidade de uma internação no hospital para tomar os antibióticos por via endovenosa (em uma veia).

Qual médico procurar?

Procure um nefrologista (clínico que trata das vias urinárias) ou um urologista (cirurgião que trata das vias urinárias) imediatamente se você tiver sintomas de pielonefrite (particularmente febre alta e dor nas costas, com ou sem sintomas urinários), especialmente se a paciente está grávida.

Prognóstico

Na maioria dos pacientes com pielonefrite sem complicação os sintomas desaparecem depois de um ou dois dias de tratamento com antibióticos, que não deve ser interrompido antes do término10 a 14 dias.

Um único episódio de pielonefrite raramente causa problemas renais graves em um adulto saudável. Porém, episódios repetidos de pielonefrite podem levar à doença crônica (de longa duração) nos rins de crianças, pessoas com diabetes e adultos que têm problemas anatômicos das vias urinárias ou bexiga neurogênica.

*A imagem ilustrativa deste post retirei do site http://doutissima.com.br/dicionario-de-doencas/pielonefrite/ através de pesquisa na internet.
*As informações sobre a Pielonefrite retirei do site http://www.policlin.com.br/drpoli/110/ através de pesquisa na internet.

Sobre maryalcantaras

Sou uma pessoa calma e bastante tímida. Não costumo sair muito e por isso vivo na internet. Sou bem eclética em questões referentes a preferências... adoro ler, ouvir música, dançar e tomar umas biritas de vez em quando... mas o que eu adoro mesmo é DORMIR e BEIJAR!!! Meu hobbie é DORMIR. Me interesso por coisas variadas, gosto tanto de coisas simples quanto de coisas rebuscadas. "O Amor conquista-se com Amor e não impondo regras." (A.D.) E talvez tenha de praticar um pouco mais a minha tolerância...
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