Gastroplastia – Relato de Experiência

Estou para postar o “Relato de Experiência” desde o dia que cheguei em casa de alta hospitalar, mas ando muito desanimada e sem inspiração para um post como este deveria ser, mas não posso deixar de relatar aqui minhas lembraças do pré operatório/operatório/pós operatório…

Gastroplastia – Relato de Experiência

Agora, que já passaram os sintomas de desconforto, confusão mental e náuseas iniciais, estou pronta para falar sobre minha cirurgia, feita no dia 09 de agosto de 2011, no Hospital Albert Sabin, em Juiz de Fora, Minas Gerais.

Vou relatar brevemente como, na prática, tudo me aconteceu…

Sete meses antes da cirurgia fiz a primeira visita ao Dr. Valentim Carlos Costa que constatou a minha indicação para a cirurgia, calculando o meu IMC (Índice de Massa Corporal) que resultou 43,7 (o mínimo é 40) e analisando todos os fatores decorrentes da obesidade. O IMC relaciona o peso com a altura e está estreitamente relacionado com o conteúdo total de gordura no corpo.

A partir daí o médico me encaminhou para o endocrinologista que confirmou o IMC muito acima de seu peso normal e solicitou uma série de exames: sangue (hemograma completo, coagulograma, glicose, uréia, creatinina, T4 livre, TSH, cálcio, fósforo, bilirrubinas, ferro, transferrina, HbsAg, Anti HBC, albumina e globulinas, colesterol, triglicerídeos, anti HIV, ácido úrico, TGO, TGP, fosfatase alcalina, gama GT).

Em seguida, passei pela avaliação de um cardiologista, de um pneumologista, de uma nutricionista e de um psiquiatra, que analisaram, com base no meu perfil, se eu estava apta ou não para a cirurgia.

Preferi implementar durante os dois meses anteriores à cirurgia, uma leve dieta, para reduzir inchaços e que contou com a inclusão de alguns nutrientes que se constituiriam em reservas importantes para a fase de dieta líquida que eu enfrentaria, posteriormente. A terapia psicológica me preparou para o processo cirúrgico e, conseqüentemente, de emagrecimento, para que os enfrentasse de forma saudável e tranqüila, prevendo, ainda, que eu passaria por uma recuperação de maior desconforto e de adaptação à dieta líquida, bem como a expectativa, a ansiedade e a insegurança, que poderão advir com a adaptação de novos hábitos.

Com os exames em mãos, voltei ao cirurgião e ainda fiz mais exames como endoscopia digestiva; ultra-sonografia abdominal total que detectou alguns miomas uterinos e por conta da obesidade o risco de perda do útero seria muito alto resolvi me submeter à Embolização de Miomas Uterinos primeiro. Depois, foi marcada a data da cirurgia, que seria feita no Hospital Monte Sinai, mas como não tenho afinidade com este hospital, precisei remarcar a data, agora para o hospital da minha preferência.

Obtive a liberação do plano de saúde, após uma rápida “perícia”, que cobriu toda a cirurgia e internamento.

Assinei um termo de consentimento, autorizando a operação e deixando claro estar ciente dos riscos que a cirurgia implicaria. As testemunhas deste documento foram a minha mãe e a minha irmã… Que estão me dando todo apoio desde que tomei a decisão pela cirurgia.

Na véspera da cirurgia, fiz uma dieta líquida, sem gorduras, e, jejum, somente após o jantar, inclusive de água. No dia do procedimento, internei-me no hospital. Fiquei em um quarto até a hora da cirurgia e depois a minha mãe e suas companhias (Christiane Mury, Lulu, Tininha, tia Rosa, Vanessa, Marisol) também ficaram lá durante todo o procedimento…

Minha cirurgia estava marcada para as 13h e um pouco antes o maqueiro foi me buscar e deu aquela bata-de-paciente-de-hospital para vestir, mas o tamanho era pequeno e fui para o centro cirúrgico com a minha roupa mesmo…

Foi emocionante ver o Dr. Fernando César – meu gastro, pouco antes de descer para o centro cirúrgico e saber que ele também estava torcendo por mim… Foi com ele que conversei sobre a cirurgia bariátrica e o balão intragástrico pela primeira vez…

 Ao chegar ao centro cirúrgico, minha irmã estava me esperando para tirar umas últimas fotos e fomos encaminhadas para a sala, lá as enfermeiras mediram minha pressão e começaram a preparar-me para a cirurgia, colocando soro na veia; alguns adesivos na região do tórax, para o monitorar os batimentos cardíacos; e um dedal no meu dedo, para medir o oxigênio… O Dr. Casimiro – anestesista, fez uma rápida entrevista sobre alergia a medicação, além de me explicar sobre a anestesia e logo dormi como um anjo…

Confesso que também me preocupei com a cirurgia e com o empreendimento como um todo.

Como minha cirurgia demorou mais que o esperado (11h), não fui levada para a sala de recuperação pós anestésica, e sim, direto para a UTI.

Acordei no dia seguinte e logo, avistei o Dr. Valentim… Quando tive plena consciência de estar viva, já estava na UTI, com um dreno, uma sonda, o soro e cinco perfurações na barriga, assistida por uma equipe, que a todo o momento, media a pressão, trocava soro, tirava sangue para exames, etc.

Na minha cabeça reinava uma confusão mental que duraram alguns dias até a alta para o quarto, e que está diminuindo gradativamente… Na barriga, senti incômodos, por causa do dreno e até mesmo dor, talvez pelo processo cirúrgico. Meu braço e mão direitos estavam bem inchados.

Na UTI, além de uma cama grande, mais confortável do que as dos apartamentos do hospital, contava ainda com um monitor atrás da cama, marcando todas as minhas funções e uma TV – que usufrui muito pouco, até mesmo pelo desanimo!

Fui acordando aos poucos, mas fiquei bastante aliviada com as visitas, quando pude mirar nos semblantes da minha família – mãe e irmã – alívio, misto de alegria e tristeza, e preocupação. Todos estavam tensos. Afinal, a UTI é um ambiente preocupante, pesado, e eu estava em pleno processo de risco cirúrgico. E todos nós compreendíamos perfeitamente o que significava: era, ainda e apenas, o começo de uma longa recuperação – ou não – e de uma caminhada.

Passei alguns dias na UTI, pois o Dr. Valentim achou mais seguro assim, uma vez que o líquido que saia na “bolsinha” não era necessariamente o que ele esperava, mas o que o deixava tranquilo era o fato de não ter febre dia algum, o que afastava o risco de uma infecção.

No sábado, pude voltar para o apartamento, relativamente lúcida, onde permaneci até a segunda-feira pela manhã, quando obtive alta, e voltei, para a minha casa. Felizmente, já sem aquele dreno.

Felizmente, com o passar dos dias, caminhei para uma recuperação plena; graças à força e ao apoio da família e dos amigos, à experiência e a dedicação de uma equipe médica, representada na pessoa de Dr. Valentim, a minha própria coragem – e é preciso ter muita! – e disciplina para cumprir todo processo/percurso e recomendações dos especialistas, sem desalentar em nenhum momento.

Como o post já está muito longo, hoje vou ficando por aqui. Retornarei amanhã, ou outro dia, para relatar a fase seguinte de minha recuperação, a dieta, os exercícios, a predisposição física e mental, e, os quilos já perdidos.

*A imagem ilustrativa deste post retirei do site http://s3.amazonaws.com/pixmac-preview/000042890399.jpg através de pesquisa na internet.
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Sobre maryalcantaras

Sou uma pessoa calma e bastante tímida. Não costumo sair muito e por isso vivo na internet. Sou bem eclética em questões referentes a preferências... adoro ler, ouvir música, dançar e tomar umas biritas de vez em quando... mas o que eu adoro mesmo é DORMIR e BEIJAR!!! Meu hobbie é DORMIR. Me interesso por coisas variadas, gosto tanto de coisas simples quanto de coisas rebuscadas. "O Amor conquista-se com Amor e não impondo regras." (A.D.) E talvez tenha de praticar um pouco mais a minha tolerância...
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2 respostas para Gastroplastia – Relato de Experiência

  1. Juliana disse:

    Olá! Eu também operei com o Dr Valentim, em 2009. Foi a MELHOR coisa que já fiz em toda minha vida. Muita sorte pra você! Fique tranquila porque vai dar tudo certo. O Dr Valentim é meu anjinho da guarda. Hoje, depois de dois anos, emagreci 83 kg. Abraços!

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  2. Pingback: Um ano depois… | De Janeiro à Janeiro

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