As Mães de Chico Xavier

Assisti este filme ontem com a minha mãe e não poderia deixar de postar as informações referentes ao último filme comemorativo do centenário de Chico Xavier aqui no blog… além do que, o filme é muito bom, uma mensagem de paz, amor e caridade, como toda obra de Chico Xavier…

“Só  existe algo mais marcante do que perder um filho:

descobrir que ele continua vivo.”

As Mães de Chico Xavier

SINOPSE

Baseado em fatos reais, conta a história de três mães cujas realidades se transformam quando recebem conforto e reencontram a esperança de vida através das cartas psicografadas pelo médium Chico Xavier.

PRESS BOOK

Apresentação

O longa-metragem “As Mães de Chico Xavier”, que teve estreia em circuito nacional no dia 1º de abril e encerra as comemorações pelo centenário do mais célebre médium brasileiro (no dia 2 de abril completaria 101 anos), chegou aos cinemas depois do sucesso dos filmes “Chico Xavier” e “Nosso Lar, ambos lançados em 2010. Aqui, no entanto, o público conhece mais profundamente o grande legado de Chico Xavier: as cartas que psicografou e o poder que elas exerceram sobre milhares de pessoas, que retomaram a esperança depois de receber mensagens de parentes e amigos que morreram drasticamente.

Dirigido pelos cearenses Glauber Filho e Halder Gomes, o filme retrata com muita fidelidade a questão de que a morte não existe e a vida continua para sempre. Produzido pela Estação Luz Filmes (que coproduziu “Chico Xavier”, de Daniel Filho), o longa-metragem se baseou em histórias reais e se inspirou no livro “Por Trás do Véu de Isis”, de Marcel Souto Maior, que é resultado de uma investigação jornalística sobre a psicografia. Marcel esteve em Uberaba com o médium por três vezes, num período de dois anos. O filme narra de forma emocionante a história de três mães que, ao passarem por dificuldades, vêem suas vidas se transformarem repentinamente após receberem cartas psicografadas por Chico Xavier.

Para compor um elenco de peso, o produtor Luís Eduardo Girão e os diretores Glauber Filho e Halder Gomes fizeram questão de convidar pessoalmente os atores principais. Além de Nelson Xavier, que interpretou o médium no cinema em “Chico Xavier”, o filme conta com interpretações contundentes de Herson Capri, no papel de Mário, executivo de uma emissora de televisão casado com Ruth, uma das mães da história, vivida por Vya Negromonte. O casal enfrenta o desafio de lidar com o vício do filho, que ainda jovem tem a sua vida destruída pelas drogas.

As atrizes Tainá Müller e Vanessa Gerbelli aparecem nos papéis das duas outras mães: Lara, uma jovem professora que passa por uma gravidez não planejada, e Elisa, uma mulher em crise no casamento que deposita toda sua alegria no filho de cinco anos. Neusa
Borges é a cuidadosa governanta que convive com o casal Elisa e Guilherme (Joelson Medeiros). As histórias das três mulheres são baseadas em histórias reais. A trama é costurada pelo personagem de Caio Blat: Karl, um repórter de televisão que investiga a veracidade das cartas psicografadas pelo médium. O ator se inspirou no jornalista Marcel Souto Maior, autor do livro “Por Trás do Véu de Isis”.

O produtor Luís Eduardo Girão fez, antes do lançamento, exibições laboratoriais em 10 cidades brasileiras para agnósticos, ateus, católicos, evangélicos, judeus e espíritas. Segundo ele, o público invariavelmente deixou as salas com uma sensação de conforto e confiança, apesar de temas como suicídio, aborto e drogas estarem presentes. “O filme não é doutrinário e dialoga com pessoas de todas as religiões. Não é sobre espiritismo, mas sobre perdas e esperança”, afirma.

As filmagens de “As Mães de Chico Xavier” aconteceram nos meses de abril e maio de 2010 e o longa teve como locações as cidades de Fortaleza, Guaramiranga, Pacatuba (todas no Ceará), além de Pedro Leopoldo (MG), terra natal de Chico Xavier. As locações, em sua grande maioria no Ceará, foram cuidadosamente escolhidas de acordo com cada história, que se passa quase toda em Minas Gerais.

Para conferir veracidade aos ambientes mineiros filmados no Ceará, os diretores passaram semanas escolhendo as locações e também contaram com um trabalho minucioso de direção de arte, assinada por Fábio Vasconcelos. De autoria de Flávio Venturini, a trilha sonora dá o ritmo do filme, que é costurado pelas comoventes histórias das três mulheres que encontram sentido e esperança depois de encontros com Chico Xavier. Flávio criou uma versão de “Jesus Alegria dos Homens”, de Johann Sebastian Bach, especialmente para o filme. Além de canções inéditas do compositor e de outros artistas, a produção conta com participação do pianista paraibano Sibélius Donato Tenório, que aprendeu a tocar sozinho aos quatro anos e é conhecido pelo seu grande dom artístico pela música. Os altos e baixos dos personagens são pontuadas pelas composições “Longa Espera” e “Luz Viva” (ambas de Flávio Venturini e Juca Filho), entre outras.

CRÍTICA

Heitor Augusto
As Mães de Chico Xaviernão é de maneira alguma inocente em suas afirmações. Um filme conectado com o seu mercado, que desenvolve nas entrelinhas seus argumentos. Em vez de apelar para a razão, prefere a emoção e a comoção.
Os surpreendentes 550 mil espectadores para as 40 cópias de Bezerra de Menezes – Diário de Um Espírito provaram, em 2008, que existe um nicho, mesmo que finito, para ficções que se relacionam em algum grau com a doutrina espírita. Desde então, tivemos produções de maior (Chico Xavier) ou menor (Nosso Lar) aptidão cinematográfica. Em comum, todas foram sucessos de bilheteria.
É nesse filão que As Mães de Chico Xavier se insere: um filme que enxerga quem veio antes e busca todos os mecanismos para chegar ao seu público. Mas como faz isso?
Primeiramente, focando as mães. Quem não se identifica com a dor materna, seja ela espírita, umbandista, torcedora do Corinthians ou do Fortaleza? Em seguida, optando por convenções narrativas do que seria uma abordagem sensível de um tema doloroso.
Depois, relacionando as três mães a um personagem que, se não é unânime do ponto de vista religioso, tem respeitabilidade dos brasileiros como um homem de bem. No filme, Chico Xavier entra como um Messias a trazer a paz que falta.
Esse conjunto de escolhas – e muitas outras que não vale dissecar para não perder o fio da meada deste texto – faz de As Mães de Chico Xavier um filme com chances claras de encontrar seu público específico.
Verdade: jornalismo e cinema
Ao lidar cinematograficamente com situações delicadas, o filme de Glauber Filho e Halder Gomes (Cadáveres 2) exagera na câmera lenta ou na recorrência da música. Boas intenções – que não dão certo – para atender a expectativa de como deve ser um “filme sensível”.
Se é simplista em algumas escolhas, As Mães de Chico Xavier faz uma complicada operação no valor da verdade na crença religiosa. Ruth (Via Negromonte) se culpa porque o filho é viciado em drogas; Elisa (Vanessa Gerbelli) é apaixonada por Theo, seu garoto de cinco anos; Lara (Tainá Müller), professora primária, acaba de descobrir que está grávida. As três mulheres, em algum momento, entrarão em contato com Chico Xavier.
Já Caio Blat interpreta Karl, um jornalista curioso que pretende investigar a veracidade do trabalho do médium. Irônico, Chico vira para o moço e diz “que sou apenas um meio, converse com as mães, elas têm as histórias”. Karl segue o conselho e vai atrás dessas histórias.
A partir daí o jornalismo, que lida com os fatos e a construção da verdade, se une ao cinema, arte que desperta o sensorial. Quando realiza esta complicada e sutil junção, As Mães de Chico Xavier chega à sofisticação do convencimento: o filme tem ao seu lado a representação da imprensa, que imputa veracidade ao trabalho de Chico, e os recursos dramáticos e emotivos do cinema.
Nas entrelinhas, As Mães de Chico Xavier transforma razão e emoção em uma coisa só. Como cereja do bolo na sua argumentação, o filme insere os letreiros de algo que se tornou praticamente indicador de filme de sucesso: “baseado em fatos reais”. É o ponto final para entrar bem no mercado: se não conseguiu convencer um espírita ou um espectador disposto a se emocionar, o filme fala de um fato “verdadeiro”, algo que tem se tornado a quimera do cinema brasileiro – seja ele em produções espírita ou de uma prostituta como Bruna Surfistinha.
Por isso que As Mães de Chico Xavier não é um filme ingênuo. Feito redondinho para atender as expectativas de um nicho, o que lhe dá limitações cinematográficas, mas com uma brecha ideológica que permite buscar outros públicos. Filme que, desde o começo, tenta se encaixar inteiramente no mercado, deixando pretensões artísticas em segundo plano.
Como cinema, essa produção representa uma evolução em relação ao trabalho anterior de Glauber Filho, o também espírita Bezerra de Menezes. Mas não dá para dizer o mesmo do codiretor Halder Gomes, que se deu tão bem realizando filmes autorais de guerrilha que invariavelmente falam de paixão, seja pelo cinema (Cine Holiúdy – O Artista Contra o Cabra do Mal) ou pelo futebol (Loucos de Futebol).
O cinema brasileiro ainda não encontrou, na ficção, como aliar um discurso proselitista espírita com eficiente realização cinematográfica. Nem sei se os filmes feitos ou que virão tem esta pretensão. Ainda bem. Imagina se o cinema passasse a servir o proselitismo?

TRAILER

*A imagem ilustrativa deste post retirei do site http://blog.adorocinema.com/wp-content/uploads/2011/02/242027286.jpg através de pesquisa na internet.
*A sinopse do filme retirei do site http://www.epipoca.com.br/filmes_detalhes.php?idf=24159 através de pesquisa na internet.
* O press book retirei do site http://www.epipoca.com.br/filmes_pressbook.php?idf=24159 através de pesquisa na internet.
*A crítica do filme retirei do site http://cinema.cineclick.uol.com.br/criticas/ficha/filme/as-maes-de-chico-xavier/id/2682 através de pesquisa na internet.
*O trailer do filme retirei do site http://www.youtube.com/watch?v=_O0nJpkcU7Q através de pesquisa na internet.

Sobre maryalcantaras

Sou uma pessoa calma e bastante tímida. Não costumo sair muito e por isso vivo na internet. Sou bem eclética em questões referentes a preferências... adoro ler, ouvir música, dançar e tomar umas biritas de vez em quando... mas o que eu adoro mesmo é DORMIR e BEIJAR!!! Meu hobbie é DORMIR. Me interesso por coisas variadas, gosto tanto de coisas simples quanto de coisas rebuscadas. "O Amor conquista-se com Amor e não impondo regras." (A.D.) E talvez tenha de praticar um pouco mais a minha tolerância...
Esse post foi publicado em Cinefilia/Cinéfilo e marcado , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s