Viola, Minha Viola, com Chitãozinho e Xororó!

Hoje assisti ao programa especial “Viola, Minha Viola, com Chitãozinho e Xororó” e não pude deixar de lembrar do meu pai, que todo domingo de manhã assistia ao programa da  Inezita Barroso…

Viola, Minha Viola faz programa especial com Chitãozinho e Xororó

Inezita Barroso recebe Chitãozinho e Xororó para um especial acústico com direito a recordações do começo da carreira e clássicos da música caipira. “É um grande sonho cantar no Viola”, comentou Chitãozinho

VIOLA, MINHA VIOLA - PGM #1421 - CHITÃOZINHO E XORORÓ A história de mais de três décadas do programa Viola, minha viola, comandado por Inezita Barroso, garante agora mais uma capítulo de ouro. Um antigo sonho da  cantora era realizar um especial acústico com a dupla Chitãozinho e Xororó buscando canções de seus ídolos e composições próprias. Assim foi feito. O programa vai ao ar no próximo domingo, dia 15 de maio, às 9h, com reprise no sábado, dia 21 de maio às 20h. A dupla apresentou 11 canções ao lado de cinco grandes instrumentistas. “Estou muito feliz por ver Chitãozinho e Xororó nos seus 40 anos de carreira cantando e tocando grandes clássicos da música caipira”, diz Inezita Barroso.

Logo na abertura do programa, Inezita relembrou a Chitãozinho e Xororó o seu encontro com a mãe dos dois, Dona Araci, em 2009. No camarim do teatro da TV Cultura, a mãe de José Lima e Durval, os verdadeiros nomes da dupla, comentou que também sonhava em ver os meninos cantando em seu programa favorito. Falecida em 2010, Dona Araci não pode ver a apresentação, mas a lembrança ficou na memória de Inezita. “Por muito tempo, nossa mãe lembrou dessa façanha dela de ter vindo aqui assitir a Inezita”, comenta Xororó. A mãe e o pai de Chitãozinho e Xororó foram lembrados como os grandes incentivadores da dupla desde os tempos em que cantavam em circo no interior do Paraná.

A dupla Chitãozinho e Xororó trouxe uma banda acústica para tocar no Viola, minha viola, o templo histórico de tantos violeiros e nomes da música caipira. Além do violão e da viola da dupla, cinco músicos participaram dos arranjos: Adilson Pascoalini (violões), Renato Brito (cajon), Fábio Almeida (contra-baixo), Marcelo Modesto (violão/banjo/mandolim) e Frank D’Joni (acordeon). Inezita abre o programa com a música “Urutau”, de Lamartine Paes de Barros, acompanhada pela viola de Joãozinho, o líder do regional do programa. Logo em seguida o palco é ocupado pela dupla e seus músicos por quatro blocos.

Os caipiras paranaenses cantam os clássicos “Coração sertanejo” (Neuma Morais e Neon Morais), “No rancho fundo” (Ary Barroso e Lamartine Babo), “60 dias apaixonado” (Darcy Rossi e Constantino Mendes), “A majestade o sabiá” (Roberta Miranda), “Fogão de lenha” (Carlos Colla, Maurício Duboc e Xororó), “Chuá chuá” (Pedro de Sá Pereira e Ary Pavão), “Brincar de ser feliz” (Nino e Maria da Paz), “O mineiro e o italiano” (Teddy Vieira e Nelson Gomes), “Saudade de minha terra” (Belmonte e Goiá) e “Fio de cabelo” (Marciano e Darci Rossi).

Xororó fez questão de dedicar a música “Fogão de Lenha” para a cantora Inezita Barroso por saber que a composição é uma das preferidas dela. Durante a música, a emoção aflora e Inezita chora. “Essa música é para chorar, não é? E com a interpretação de vocês ela fica espetacular”, resume a cantora.

Inezita lembra que conheceu os dois meninos no final da década de 70 no programa Linha Sertaneja Classe A, da Rádio Record, apresentado pelo amigo Zé Bétio. “Estou muito contente de ver vocês aqui hoje com viola e violão, os instrumentos caipiras”, agradece a cantora. De pronto, Chitãozinho respondeu que entende a modernização e o “som pesado” de várias duplas sertanejas hoje, mas torce para que essa tradição do jeito caipira de cantar não acabe nunca. “É gostoso tocar uma viola na varanda, não é?”, conta.

Já Xororó aproveita para recordar que o começo da carreira deles foi marcado por críticas de muitos que viam a música caipira como algo atrasado e simples demais. “Quando começamos, na nossa infância, éramos criticamos por cantar música caipira e aqui incomodava demais. Como fomos uma das primeiras duplas que modernizou a música sertaneja, sempre pensamos que ela precisava dessa renovação para buscar um público maior. E, com isso, conquistar respeito. Ao mesmo tempo, sempre trabalhamos para não deixar o jeito tradicional de cantar e de tocar viola morrer”, diz Xororó ao enfatizar que gravaram vários discos com composições caipiras misturadas às baladas românticas.

No encerramento, Inezita e a dupla lembram de Athos Campos, que ajudou a batizar o nome da dupla com uma canção sertaneja já consagrada sobre dois passarinhos – o inhambu chitão e o inhambu xororó. A dupla e Inezita formam um trio para cantar juntos a clássica música caipira “Chitãozinho e Xororó”. “Muito obrigado a vocês. É um grande sonho cantar aqui hoje”, comenta Chitãozinho, falando para a platéia do programa.

Dirigido por Nico Prado, o Viola, minha viola completa 31 anos de história neste ano, junto aos 60 anos de carreira de Inezita Barroso. A história da atração musical mais antiga da televisão brasileira já conta com mais de 1400 programas inéditos e cerca de mil diferentes convidados da música raiz brasileira. A gravação com Chitãozinho e Xororó marcou o primeiro programa em alta definição (HD) do Viola, minha viola.

A seguir, o repertório do programa

Exibição: Dia 15/05 às 09h00

Reprise: Dia 21/05 às 20h00

“Urutau”, de Lamartine Paes de Barros, com Inezita Barroso

“Coração sertanejo”, de Neuma Morais e Neon Morais, com Chitãozinho e Xororó

“No rancho fundo”, de Ary Barroso e Lamartine Babo, com Chitãozinho e Xororó

“Sessenta dias apaixonado”, de Darcy Rossi e Constantino Mendes, com Chitãozinho e Xororó

“A majestade o sabiá”, de Roberta Miranda, com Chitãozinho e Xororó

“Fogão de lenha”, de Carlos Colla, Maurício Duboc e Xororó, com Chitãozinho e Xororó

“Chuá chuá”, de Pedro de Sá Pereira e Ary Pavão, com Chitãozinho e Xororó

“Brincar de ser feliz”, de Nino e Maria da Paz, com Chitãozinho e Xororó

“O mineiro e o italiano”, de Teddy Vieira e Nelson Gomes, com Chitãozinho e Xororó

“Saudade de minha terra”, de Belmonte e Goiá, com Chitãozinho e Xororó

“Fio de cabelo”, de Marciano e Darci Rossi, com Chitãozinho e Xororó

“Chitãozinho e Xororó”, de Serrinha e Athos Campos, com Inezita Barroso, Chitãozinho e Xororó

Um pouco da história de CHITÃOZINHO E XORORÓ

A história de Chitãozinho & Xororó se confunde com a da música sertaneja recente. São 40 anos de dedicação à vida artística. A dupla acumulou a marca de 35 milhões de discos vendidos, 31 álbuns inéditos, três DVDs, dois prêmios Grammy, centenas de discos de ouro, platina e diamante, programas de televisão, homenagem da X-9 Paulistana com samba-enredo contando sua história entre outros muitos feitos.

Os irmãos de Astorga, no Paraná, foram os primeiros sertanejos a tocar em rádios FM no Brasil e a incluir banjos e guitarras neste estilo musical, mas isso sem perder a essência da música de raiz sertaneja. Seus cabelos “mullet” – mania nacional na década de 80 – e suas calças justas, botas e chapéus marcaram uma geração. Eles começaram a colher os primeiros resultados em 1978 com “60 Dias Apaixonado” ao conquistarem o primeiro disco de ouro da carreira. Dois anos depois, triplicaram as vendas com “Amante Amada”, 600 mil cópias, e levaram para casa disco duplo de platina.

Mas foi com “Fio de Cabelo”, do álbum “Somos Apaixonados”, de 1982, que aconteceu, de fato, a grande explosão da dupla. A música estourou nas rádios do Brasil e o disco alcançou o número de 1,5 milhão de cópias vendidas, tornando-se um marco na carreira de Chitãozinho & Xororó e rompendo as barreiras do preconceito contra o gênero sertanejo. A partir daí, eles tiveram o privilégio de deixar mais dezenas de clássicos na história da música sertaneja como, por exemplo, “Se Deus Me Ouvisse”(1986), “Fogão de Lenha” (1987), “No Rancho Fundo “(1989), “Evidências” e “Nuvem de Lágrima” (com Fafá de Belém) (1990), “Brincar de Ser Feliz” (1992), “Página de Amigos” (1995), “Alô” (1999), “Frio da Solidão” (com Roupa Nova, 2001), “Sinônimos” com Zé Ramalho (2004),” A Majestade o Sabiá”, com Jair Rodrigues, entre muitas outras.

Mas a paixão pela música começou muitos anos antes de 82, ouvindo o pai, “seu Marinho”, cantando com “dona Araci”, mãe da dupla. O talento dos irmãos só foi percebido por seu pai no dia em que Rosária, uma das irmãs, rasgou o caderno onde ele anotava as músicas que compunha. Foi então que a pequena dupla apareceu para ajudar, pois sabiam todas as letras e cantavam todas as músicas com afinação. Xororó fazia a primeira voz, imitando a mãe, e Chitãozinho a segunda, como o pai. Festas juninas e clubes de Rondon, cidade do Paraná onde passaram a infância, eram palco para as apresentações. O primeiro lugar no show de calouros de Sílvio Santos veio com a música “Besta Ruana”, de Tonico & Tinoco, ainda como “Irmãos Lima”, nome artístico da dupla até o radialista Geraldo Meirelles rebatizá-la de Chitãozinho & Xororó, nome de uma música de grande sucesso de Athos Campos e Serrinha, composta em 1947, que falava de aves brasileiras. Com este ‘novo’ nome, gravaram o primeiro disco, “Galopeira”, em 1970. Mas o caminho rumo ao sucesso foi longo. A dupla enfrentou momentos de muitas dificuldades e obstáculos. Desiludidos, pensaram em desistir da carreira, mas a música “Tente Outra Vez”, do ídolo Raul Seixas, soou como um apelo pessoal para que tentassem novamente.

Persistiram e conseguiram. E para sorte de muitos, passados quase quarenta anos, eles continuam com a mesma persistência para que a música sertaneja seja cada dia mais popular e respeitada.

Ficha técnica do VIOLA, MINHA VIOLA

Direção: Nico Prado

Roteiro: Aloisio Milani

Produção executiva: Sheila Budney

Produção: Fernando Abdo

Assistente de produção: Bruno Longui

*A imagem ilustrativa retirei do blogspot https://maryalcantaras.files.wordpress.com/2011/05/chx21.jpg através de pesquisa na internet.
*As informações sobre o programa especial “Viola, Minha Viola, com Chitãozinho e Xororó” retirei do site http://cmais.com.br/viola-minha-viola-faz-programa-especial-com-chitaozinho-e-xororo através de pesquisa na internet.

Sobre maryalcantaras

Sou uma pessoa calma e bastante tímida. Não costumo sair muito e por isso vivo na internet. Sou bem eclética em questões referentes a preferências... adoro ler, ouvir música, dançar e tomar umas biritas de vez em quando... mas o que eu adoro mesmo é DORMIR e BEIJAR!!! Meu hobbie é DORMIR. Me interesso por coisas variadas, gosto tanto de coisas simples quanto de coisas rebuscadas. "O Amor conquista-se com Amor e não impondo regras." (A.D.) E talvez tenha de praticar um pouco mais a minha tolerância...
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Uma resposta para Viola, Minha Viola, com Chitãozinho e Xororó!

  1. Olá! Gostei da matéria! Somos fãs do programa e Chitãozinho e Xororó, tanto a música quanto a dupla foram tema da última postagem do nosso blog. Caso queira, faça-nos uma visita e veja o artigo. Até mais!

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