Bruna Surfistinha

Acabo de assistir este filme, pois após ler os livros da Raquel Pacheco não poderia deixar de ver a história ser contata também nas telas do cinema…

Bruna Surfistinha

Orçamento: R$ 6.000.000,00 (estimado)
Títulos Alternativos: Little Surfer Girl / O Doce Veneno do Escorpião
Gênero: Drama
Duração: 109 min.
Tipo: Longa-metragem / Colorido
Distribuidora(s): Imagem Filmes
Produtora(s): TV Zero

SINOPSE

Adaptação do livro “O Doce Veneno do Escorpião”, autobiografia de Raquel Pacheco, típica menina da classe média que decidiu ganhar a vida como garota de programa usando o nome Bruna Surfistinha.

Press Book

APRESENTAÇÃO
De adolescente complexada a garota de programa mais famosa do país, a trajetória de Raquel Pacheco, ou Bruna Surfistinha, daria um livro. Ou um filme. O livro foi “O Doce Veneno do Escorpião”, lançado em 2005, que vendeu 300 mil exemplares. O filme é “Bruna Surfistinha”, lançado em 25 de fevereiro de 2011, com produção da TvZERO, coprodução Damasco Filmes e RioFilme, e distribuição da Imagem Filmes. Com direção de Marcus Baldini, o longa-metragem traz a atriz Deborah Secco como protagonista.

Livremente inspirado no best-seller, “Bruna Surfistinha” conta a história da menina de classe média paulistana, aluna de um colégio tradicional, que um dia decide fugir de casa e virar garota de programa. Raquel se torna Bruna e ganha fama ao contar sem pudores seu cotidiano sexual-afetivo em um blog e depois em livro. “Com esse filme, aprendi a não julgar ninguém. A história fala dos sentimentos de uma menina como qualquer outra, porque é muito do universo feminino essa carência absurda, a necessidade de ser desejada. Toda mulher já fez bobagens para se sentir amada”, define Deborah.

Diretor de filmes publicitários e videoclipes, Marcus Baldini estreia na direção de longa-metragem com roteiro de José Carvalho, Homero Olivetto e Antonia Pellegrino. “O filme é sobre uma menina desencaixada que tenta encontrar seu lugar no mundo de forma conturbada. É um olhar meu, artístico, sobre a história da Bruna. Nossa preocupação foi que o erotismo nunca viesse à frente da dramaturgia”, conta Baldini.

Foram nove semanas e meia de filmagens, entre outubro e dezembro de 2009, em São Paulo e Paulínia. Com orçamento de R$ 6 milhões, o filme tem no elenco nomes como Cássio Gabus Mendes, que interpreta Huldson, cliente que se envolve com Bruna, e Drica Moraes no papel da cafetina Larissa. Fabiula Nascimento vive a prostituta Janine; Cristina Lago é Gabi, melhor amiga de Bruna; e Guta Ruiz (da série Alice) faz a garota de programa de luxo Carol.

A trilha sonora é assinada pelo coletivo Instituto, com criações dos produtores Rica e Gui Amabis e Tejo Damasceno e canções de bandas e artistas independentes. As músicas vão de Radiohead à cantora Céu. “Ficou pop e melancólica”, diz o diretor do filme. A direção de fotografia ficou a cargo de Marcelo Corpanni, parceiro de Baldini. A direção de arte é assinada por Luiz Roque e o figurino, por Leticia Barbieri.

SINOPSE
Aos 17 anos, Raquel se sente desencaixada na escola, onde é ridicularizada pelos colegas, e em casa, onde vive em conflito com a família. Um dia, a menina de classe média toma uma decisão surpreendente: virar garota de programa. Ela foge de casa e vai viver num privê, onde as garotas moram e recebem clientes. Adota o nome de Bruna e fica amiga daquelas mulheres, como a intempestiva Janine. Ali conhece Huldson, um cliente que vai se revelar especial. A fama nacional vem quando, com o nome de Bruna Surfistinha, passa a contar num blog suas aventuras sexuais e afetivas como garota de programa.

CRÍTICA

O corpo em evidência de Deborah Secco e a vitimização de Raquel Pacheco

Marcelo Hessel

Deborah Secco não é Natalie Portman, mas a performance da protagonista de Bruna Surfistinha parte do mesmo princípio expressionista da interpretação da atriz em Cisne Negro. Ambas atuam no limite da caricatura para demarcar, sem deixar dúvidas, a transformação física das suas personagens – mutações que têm o sexo como catalisador.

No longa que adapta livremente o best-seller O Doce Veneno do Escorpião – a história da prostituta que, assim como a britânica Belle de Jour um ano antes, decidiu usar a partir de 2004 um blog para narrar o seu dia a dia de trabalho – Raquel Pacheco se transforma rapidamente em Bruna Surfistinha. No livro, o passado de adolescente e o presente de prostituta se intercalam; já no filme, os dias de Raquel que antecedem a decisão de fugir da casa dos pais são postos em segundo plano.

Deborah surge primeiro como Raquel, a adolescente tímida, desajeitada, de moletons folgados, com o cabelo cobrindo o rosto, quase uma ogra. Meses depois, já sob o nome de guerra, quando começa a ganhar fama entre os clientes do privê onde ela trabalha, a câmera do diretor Marcus Baldini trabalha com um contraluz leitoso para banhar o desabrochar da mulher. Deborah corrige a postura, sorri, usa os últimos traços de timidez de Raquel para compor a persona lolita, mas de criança já não tem mais nada.

Outras transformações virão, e acompanhar como Deborah reage a elas é o foco da atenção do diretor. Muita gente já diz que é um filme que não tem medo de nudez, do impacto etc. Estranho seria se fosse recatado. Se o interesse maior de Baldini é pelos corpos, então desnudá-los é a única opção. E Bruna Surfistinha tem um desfile deles: baixos, altos, gordos, magros, de frente, de costas, de perfil – todos sempre colocados à comparação com o corpo de Deborah Secco.

Mulher-objeto

Inicialmente, a exposição do corpo da atriz é uma provocação ao espectador, o “voyeur” que ela encara nos olhos durante um close-up, na cena do primeiro programa de Bruna. Aos poucos, porém, essa opção por ficar na superfície do problema, de se concentrar no arco da mulher-objeto (cujo clímax não seria outro senão o esgotamento do corpo), vai minando o potencial do filme, especialmente se comparado com o livro.

Em nome de uma simplificação, os roteiristas José de Carvalho, Homero Olivetto e Antônia Pellegrino criam uma Raquel menos complexa que aquela do diário. Em O Doce Veneno do Escorpião conhecemos uma adolescente bem nascida e cleptomaníaca, que usa roupas da moda e parece tratar o sexo como rebeldia, masturbando garotos na balada. No filme, nas poucas cenas do “passado”, Raquel tem dinheiro negado pelo pai, não sai à noite e, quando rouba, o roteiro a perdoa: é por questão de vingança e não compulsão.

A vitimização da personagem se estende às cenas no presente. No livro, Raquel rouba um colar da mãe e vende para “comprar coisas”. No filme, embora Bruna tenha tirado o colar da mãe, quem revende é outra prostituta. Outro exemplo: no livro, Bruna dá a entender que deixou o privê onde convivia com outras garotas de programa porque quis; no filme, ela sai martirizada, expulsa por assumir uma culpa que não teve.

Ao retratar Raquel Pacheco como a garota oprimida que venceu na vida com um golpe de marketing, o blog (que no livro ela diz ter criado para desabafar em um momento de solidão), o filme acredita valorizar a independência dela como mulher e como profissional. Na verdade, acaba reforçando uma imagem de fragilidade e frivolidade que tem, ironicamente, muito de machista.

*A imagem ilustrativa deste post retirei do blogspot https://maryalcantaras.files.wordpress.com/2011/03/bruna-surfistinha-o-filme-poster1.jpg através de pesquisa na internet.
*As informações sobre o filme “Bruna Surfistinha” retirei do site http://www.epipoca.com.br/filmes_detalhes.php?idf=22776 através de pesquisa na internet.
*A crítica do filme retirei do site http://www.omelete.com.br/cinema/bruna-surfistinha-critica/ através de pesquisa na internet.

Sobre maryalcantaras

Sou uma pessoa calma e bastante tímida. Não costumo sair muito e por isso vivo na internet. Sou bem eclética em questões referentes a preferências... adoro ler, ouvir música, dançar e tomar umas biritas de vez em quando... mas o que eu adoro mesmo é DORMIR e BEIJAR!!! Meu hobbie é DORMIR. Me interesso por coisas variadas, gosto tanto de coisas simples quanto de coisas rebuscadas. "O Amor conquista-se com Amor e não impondo regras." (A.D.) E talvez tenha de praticar um pouco mais a minha tolerância...
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