Ao Entardecer

Assisti este filme e recomendo…
 
AO ENTARDECER
A história de uma anciã à beira da morte que relembra um grande amor perdido tinha tudo para ser um dramalhão recheado de clichês. “Ao Entardecer” é uma grata surpresa.
 

Todos nós tomamos alguma decisão em determinado momento da vida, que depois nos faz questionar onde estaríamos se, naquele momento, tivéssemos escolhido diferente. Com esse tema já foram contadas centenas de histórias, e algumas inclusive caíram na tentação de mostrar o que realmente teria acontecido. "Ao Entardecer" não usa esse artifício. Pelo contrário, fala justamente de uma mulher que resolve abrir uma parte da sua vida que ela mesma escondeu por muito tempo. Baseado no livro da autora Susan Minot – que escreveu também Beleza Roubada, filmado por Bernardo Bertolucci – o filme é, a exemplo deste, uma viagem sentimental.

O diretor húngaro Lajos Koltai fez várias escolhas certas. O cenário, dividido entre um casarão de subúrbio e uma belíssima paisagem à beira-mar, parece ter sido criado especialmente para a produção. O recurso de alternar presente e passado, apesar de muito utilizado, permitiu uma fluência que se aproxima muito da linguagem poética que o livro provavelmente possui. Há um motivo especial para isso. Apesar do vai e vem, toda a história acontece em um final de semana, no passado e no presente. A ambientação foi muito bem trabalhada, especialmente na iluminação, dando contornos ainda mais suaves às transições.

O elenco também ajudou bastante. É gratificante ver a jovem Claire Danes saindo-se muito bem no papel que, no presente, é de Vanessa Redgrave. Claro, não devemos esperar que Claire mostre a mesma performance que Vanessa, mas no contexto da jovem explosiva versus a senhora madura, temos uma continuidade excelente. Toni Collete, em sem papel coadjuvante, destaca-se levemente sobre Natasha Richardson, como as filhas da personagem principal. Natasha, inclusive, é filha de Vanessa Redgrave na vida real. Outro caso é o de Mamie Gummer, que interpreta a melhor amiga da personagem na juventude, e no presente é vivida pela sua mãe, Meryl Streep – e aqui a semelhança física chama bastante atenção. Infelizmente não há muito o que dizer das interpretações masculinas, exceto pelo bom papel de Hugh Dancy como o problemático Buddy.

"Ao Entardecer" é o tipo de filme que agrada muito mais as mulheres que os homens. Como todos um dia fazemos escolhas, é difícil não deixarmos o cinema com uma sensação levemente melancólica. Não obstante, é uma bela produção que se oferece como alternativa a algumas das bobagens em cartaz – considerando que você já assistiu às boas produções atualmente nas salas.


*A imagem do filme "Ao Entardecer" retirei do site http://cultblog.globolog.com.br/Ao%20Entardecer.jpg e as informações sobre o filme retirei do blogspot http://paradacritica.blogspot.com/2008/08/ao-entardecer-evening.html através de pesquisa na internet.

Sobre maryalcantaras

Sou uma pessoa calma e bastante tímida. Não costumo sair muito e por isso vivo na internet. Sou bem eclética em questões referentes a preferências... adoro ler, ouvir música, dançar e tomar umas biritas de vez em quando... mas o que eu adoro mesmo é DORMIR e BEIJAR!!! Meu hobbie é DORMIR. Me interesso por coisas variadas, gosto tanto de coisas simples quanto de coisas rebuscadas. "O Amor conquista-se com Amor e não impondo regras." (A.D.) E talvez tenha de praticar um pouco mais a minha tolerância...
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