A Ciência Médica de House

A Ciência Médica de House

A verdade por trás dos diagnósticos da série de TV

Holtz aproveitou o inusitado das doenças e dos tratamentos como ponto de partida

 Ficha Técnica

  • Título original: The Medical Science of House, M.D.
  • Autor: Andrew Holtz
  • Primeira edição (nos EUA): 2006.
  • Editora: Best Seller
  • Páginas: 283

Imagens: divulgação.

Livro: A Ciência Médica de House | Andrew Holtz | Primeiro Capítulo

Primeiro Capítulo: A Ciência Médica de House | Andrew Holtz

Livro: A Ciência Médica de House

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Doutor, não me sinto muito bem.”

Uma jovem de 29 anos que sofreu uma convulsão e perdeu a capacidade de falar. Um homem com uma freqüência cardíaca tão acelerada que não bombeava o sangue direito. Uma modelo de 15 anos que de repente torna-se agressiva e, em seguida, desmaia.

Esses são alguns dos mistérios de House.

A princípio, todo paciente é um mistério. Muitos são resolvidos em questão de minutos. Outros demoram mais. Alguns nunca são resolvidos. O dr. Gregory House e sua equipe no seriado House enfrentam casos difíceis, até mesmo bizarros, em cada episódio; mas praticamente todos os pacientes que procuram o dr. House têm um histórico médico, mesmo que perguntas essenciais fi quem sem resposta. Todos os pacientes já consultaram vários médicos antes e já foram submetidos a uma série de testes. House sabe que o paciente tem um problema sério, com uma explicação incomum.

Quando uma mulher que está dormindo 18 horas por dia chega ao dr. House no episódio “Fidelity” (”Fidelidade”, 1-07), ela já passou por três médicos de emergência, dois neurologistas e um radiologista; por isso, o diagnóstico óbvio, depressão, já havia sido considerado e descartado.

Quando um jovem recém-formado aparece sofrendo de espasmos com sensações semelhantes a choques, outros médicos já investigaram as hipóteses de deficiência vitamínica, câncer, esclerose múltipla, neuropatias e algumas possibilidades de intoxicação antes de encaminhar o paciente à equipe do dr. House.

Os sintomas são, evidentemente, parte essencial das informações necessárias para fazer um diagnóstico adequado. Contudo, em geral, um conjunto de sintomas pode apontar para várias doenças. Essa lista de opções é conhecida como “diagnóstico diferencial”. Febre repentina, dor de garganta e fraqueza muscular são sintomas de gripe. Mas o mesmo conjunto de sintomas também aparece nos casos de dengue e em uma variedade de outras infecções virais e bacterianas. Freqüentemente, sintomas semelhantes aos da gripe são o primeiro sinal de uma infecção por HIV. Os sintomas isolados podem ser muito difíceis de interpretar.

Por isso, como os médicos começam a trilhar o caminho para o diagnóstico certo?

O contexto é tudo. Por exemplo, nos casos em que o paciente tiver viajado recentemente para os trópicos, haverá maior probabilidade de ser dengue. No entanto, antes que o médico tenha acesso ao histórico clínico e pessoal do paciente, antes que paciente e médico tenham tido a oportunidade de trocar uma palavra sequer, uma informação-chave é conhecida: o cenário em que o paciente se apresenta.

No jargão médico, “apresentar-se” é comparecer perante o médico com um problema ou queixa. A apresentação é a circunstância inicial de interação entre paciente e profissional de saúde, antes de qualquer exame ou qualquer tipo de teste. O paciente sente que algo está errado, ou algo acontece, um colapso ou uma convulsão, que mobiliza alguém a levá-lo para receber atendimento médico.

As circunstâncias iniciais em grande parte determinam o processo de diagnóstico primário. O paciente chegou de ambulância? Foi andando até uma emergência? Marcou consulta com antecedência com seu clínico geral regular? O dr. House avalia seus pacientes da clínica de modo bem diferente dos casos desafiadores que lhe são indicados. Ele considera que os pacientes da clínica têm enfermidades comuns. Na verdade, no episódio “Sports Medicine” (”Medicina Desportiva”, 1-12) ele diagnostica quatro pacientes em menos de três minutos, todos na sala de espera da clínica. Por outro lado, regularmente descarta diagnósticos comuns em seu quadro branco da sala de conferências, quando investiga mais a fundo os casos para encontrar explicações raras. O contexto do primeiro encontro com o médico é uma pista importante.

Assistência primária

“Se você é o dr. House e está naquele centro de atendimento terciário e o paciente está na unidade de tratamento intensivo, isso significa que ele está muito doente ou tem algo extremamente bizarro, porque foi parar naquele ambiente”, afirma Rick Kellerman, médico de família em Wichita, no estado norte-americano do Kansas, e presidente na gestão de 2006-2007 da Academia Americana de Médicos de Família.

“Um dos aspectos realmente difíceis da assistência primária é que atendemos pacientes que vêm diretamente da rua. Assim, algumas pessoas com dor de garganta estarão com amigdalite. Outras, com câncer no esôfago.”

De muitas maneiras diferentes, o primeiro médico a ver o paciente tem a tarefa mais difícil. Para o primeiro médico, um paciente novo pode ser uma página em branco. O problema ameaça sua vida ou é simplesmente incômodo? Ele vai melhorar por conta própria ou a condição precisa ser tratada?

“Acho que é incrivelmente difícil diagnosticar alguém. Para o público, freqüentemente parece que é muito fácil, mas, na verdade, é bastante difícil. Os pacientes não chegam com os diagnósticos estampados na testa”, afirma o dr. Kellerman.

Os pacientes chegam da rua, de maneira não-selecionada, com o que chamamos de problema não-diferenciado. Talvez a queixa seja cansaço. O desafio é ir do “cansaço” para o que realmente está acontecendo com aquele paciente.


*As informações sobre o livro “A Ciência Médica de House” de Abdrew Holtz retirei do site http://diadefolga.com/a-ciencia-medica-de-house/ através de pesquisa na internet.

*O primeiro capítulo do livro “A Ciência Médica de HouseDoutor, não me sinto muito bem.” retirei do wordpress http://tigredefogo.wordpress.com/2008/05/21/livro-a-ciencia-medica-de-house-andrew-holtz-primeiro-capitulo/ através de pequisa na internet.

Sobre maryalcantaras

Sou uma pessoa calma e bastante tímida. Não costumo sair muito e por isso vivo na internet. Sou bem eclética em questões referentes a preferências... adoro ler, ouvir música, dançar e tomar umas biritas de vez em quando... mas o que eu adoro mesmo é DORMIR e BEIJAR!!! Meu hobbie é DORMIR. Me interesso por coisas variadas, gosto tanto de coisas simples quanto de coisas rebuscadas. "O Amor conquista-se com Amor e não impondo regras." (A.D.) E talvez tenha de praticar um pouco mais a minha tolerância...
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