Dia da Seresta

12 DE SETEMBRO

DIA DA SERESTA

Comemorado na data do aniversário do ex-presidente Juscelino Kubitschek, o dia da Seresta resgata a tradição de música e poesia que caracteriza uma cidade.

A seresta jamais representou uma atividade isolada no contexto musical do País. Ao contrário, relaciona-se intimamente com outras manifestações musicais. O estilo escolhido para uma atividade de seresta pode ficar a critério ou ao gosto dos apreciadores. O que predomina é a linha melódica romântica, suave, envolvente… mas podem entrecruzar-se, na seresta, vários ritmos que, com arranjos devidamente adaptados, prestam-se perfeitamente a uma adorável serenata: a modinha tradicional; a canção romântica; o lundu (lundu-canção),o samba (samba-canção), o choro (choro-canção); o bolero, a valsa, a toada, a guarânia;
o fox-canção (que o diga o seresteiro que canta "Nanci"!); até o fado, o tango! (quem não aprecia ouvir "El Dia Que Me Quieras" em ritmo de samba-canção?) e tantas outras que a criatividade do seresteiro inspirar…

Durante os dois primeiros séculos de colonização – séculos XVI e XVII, o que se ouvia em termos de música no Brasil constituía-se, além dos cânticos religiosos, nos cantos de danças rituais indígenas, nos batuques dos africanos, quase sempre também rituais, e nas cantigas dos europeus colonizadores. Os cantos indígenas costumavam ser acompanhados por instrumentos de sopro, como flautas e apitos, e por maracás e bate-pés. Nos cantos dos africanos, eram utilizados tambores, atabaques, marimbas, palmas, xequerés e ganzás.

A música dos europeus, por sua vez, ainda continha ecos dos gêneros medievais: serranilhas, xácaras, coplas e romances.
A interinfluência desses gêneros, concomitante com o desenvolvimento do processo de heterogeneização da população (mistura de raças, formação de novas classes sociais, etc.) mostrou-se expressiva a partir de meados do século XVIII, fazendo-se representar pelas modinhas e lundus.

A modinha passou a ser cultivada nos salões por compositores eruditos, desde que o mulato carioca Domingos Caldas Barbosa a divulgara em Portugal, em meados do século XVIII. Por essa razão, pesquisadores como Mário de Andrade chegaram a admitir que a modinha fosse originariamente aristocrática e só mais tarde teria caído no gosto popular, cantada ao violão por seresteiros e boêmios românticos.

De fato, por cerca de um século a modinha havia realmente sido a música de salão predileta dos compositores clássicos de Brasil e Portugal. No entanto, por volta de 1830, sua repopularização já vinha sendo promovida pelos poetas românticos que escreviam versos musicados não por músicos eruditos, mas por simples tocadores de violão e, assim, as composições ganharam as ruas ao som de violões e seresteiros anônimos. Grandes poetas românticos, no Rio de Janeiro, como Laurindo Rabelo, Gonçalves de Magalhães, Casimiro de Abreu e Gonçalves Dias, costumavam reunir-se na loja do livreiro e também compositor Paula Brito, passando a compor versos que eram musicados por esses simples músicos do povo.

Meados do século XIX: nessa época, teve grande significado a figura de Xisto Bahia (1841-1894), um compositor baiano autodidata, de origem popular que, sendo também ator de teatro, serviu como intermediário entre a cultura popular e a da classe média, interpretando modinhas suas e alheias, de maneira especial.

Seu prestígio influenciou figuras da própria elite a se lançarem autores de modinhas, como o Visconde de Ouro Preto, o historiador Melo Moraes Filho (avô do nosso querido poetinha Vinícius de Morais) e o poeta pernambucano Plínio de Lima. Em pouco tempo, (conforme publicado na obra "Donga e os Primitivos"), "os seresteiros podiam contar com modinhas como a famosa "A Casa Branca da Serra", que em 1880 Guimarães Passos compôs e cantou numa memorável noite de boêmia(…)”.

Xisto Bahia também compunha inspirados lundus, mas, aos poucos, foi caindo no esquecimento, porque as velhas modinhas e lundus vinham cedendo espaço a novos ritmos.
Quando, porém, em 1902, a Casa Edison começou a gravar os primeiros discos (antes eram usados cilindros), seu lundu "Isto é Bom", interpretado pelo cantor Baiano, foi a música escolhida para inauguração do novo processo.

Fonte: seresta.tripod.com

A FLAUTA ENCANTADA

Menino dengoso só dorme no carro,
– Papai dá uma volta, eu durmo num estalo!
Na noite que cai, suave se embala,
No colo gostoso, adormece e se cala.

Bambu vira flauta, menino se apressa,
Ouvido acordes! Altamiro desperta!
O menino se foi, não é aprendiz,
Famoso já é, o povo é quem diz.

Ao ritmo do pé, a flauta soprando vai,
O povo se encanta, como o tico-tico e os pardais.
Que na alvorada o seguem com encanto e saem pela estrada.
Qual nada! É a “Flauta Encantada” que engana a passarada!

Altamiro flauteando,
Segue, inspirando gerações,
Que choram um chorinho, tocando,
Em notas, pautas e bordões.

Ao som dos aplausos Altamiro vai,
Ao Brasil, ao mundo entoar,
Com o coração forte, como de um pai,
Um sopro suave, que só ele sabe soprar!!!

*A imagem foi retirada do spaces abaixo através de pesquisa na internet.

By http://diversosevarios.spaces.live.com/

*As informações sobre o Dia da Seresta retirei do site abaixo através de pesquisa na internet.

By http://www.velhosamigos.com.br/DatasEspeciais/diaseresta.html

Sobre maryalcantaras

Sou uma pessoa calma e bastante tímida. Não costumo sair muito e por isso vivo na internet. Sou bem eclética em questões referentes a preferências... adoro ler, ouvir música, dançar e tomar umas biritas de vez em quando... mas o que eu adoro mesmo é DORMIR e BEIJAR!!! Meu hobbie é DORMIR. Me interesso por coisas variadas, gosto tanto de coisas simples quanto de coisas rebuscadas. "O Amor conquista-se com Amor e não impondo regras." (A.D.) E talvez tenha de praticar um pouco mais a minha tolerância...
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2 respostas para Dia da Seresta

  1. Maria Célia disse:

     Boa noite amiga, 
     agradeço a vc peas informações sobre o dia da serestapois
    eu n sabia .
     
    Um grande beijo,
    Marcelle

  2. Seresteiro disse:

    Além de toda essa maravilha que voce pesquisou sobre "Seresta", que para mim se constituiu num tesouro a nível de cultura, a seresta, em qualquer circunstância e momento, gera em meu espírito um clima profundamente sereno, transformando em um único dialeto todas as mensagens musicalmente manifestadas. Já dizem que a música, como arte, é transportar do plano superior, o amor e a graça divina para o plano material. Adorei, por tudo, a oportunidade de conhecer seu blog. Com carinho, Seresteiro  

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