Dia da Habitação

 

Antes do período neolítico, na pré-história, o homem escavava abrigos ou se instalava em cavernas. Por volta de 4000 a.C é que começam a aparecer as primeiras muralhas e casas de pedra, tijolo ou madeira. Vários tipos de construções foram surgindo desde então, como as do estilo bizantino, do românico, do gótico, do barroco, até os edifícios arranha-céus de nosso tempo.

Essas contruções tinham uma finalidade muito específica: servir de habitação para o homem em todas as épocas históricas. Mas o que vem a ser uma habitação? Trata-se de um lugar onde se vive, que você ocupa como residência, ou seja, o lugar em que você mora.

Em 21 de agosto, comemoramos o dia da habitação.

Aonde mora o brasileiro

De acordo com os Resultados do Universo do Censo Demográfico 2000, realizado pelo IBGE, a maioria dos domicílios brasileiros são domicílios particulares permanentes (98,4%), próprios (74%), do tipo casa (89,4%). Ao todo, no país, são 44.795.101 domicílios particulares permanentes, onde moram 168.370.893 pessoas. Deste número, 83% dos domicílios estão nas cidades.

Além do número de domicílios que existem no Brasil, os resultados do Censo 2000 também revelam quantas pessoas, em média, vivem num domicílio. E é importante saber que este número vem caindo. No Censo 91, a média que era de 4,15 moradores por domicílio caiu para 3,8 no Censo 2000. Na região Norte, está a maior média do país: 4,52. A menor é a da região Sul, com 3,45 moradores por domicílio.

Como se distribuem os habitantes dos domicílios?

A densidade de moradores por cômodo e a densidade de moradores por dormitório são duas novidades trazidas pelos Resultados da Amostra do Censo Demográfico 2000 do IBGE.

Cômodos são cada compartimento do domicílio coberto por um teto e limitado por paredes, inclusive banheiro e cozinha de uso exclusivo dos moradores do domicílio.

Existem mais de 120 milhões de brasileiros (cerca de 72% da população total) vivendo em domicílios com até um morador por cômodo, contra um número bem menor – pouco mais de nove milhões – vivendo em domicílios com densidade maior que dois moradores por cômodo.

Ainda segundo dados do Censo Demográfico 2000, a proporção de domicílios com coleta de lixo cresceu mais de 14% em relação ao Censo de 1991. Hoje, cerca de 78% dos domicílios dispõem de abastecimento de água por rede geral; cerca de 62% dos domicílios são assistidos por rede de esgotamento sanitário por rede geral ou fossa séptica e cerca de 79% têm coleta de lixo.

Fonte: Censo Demográfico 2000 – Resultados do Universo. IBGE, 2002. 

Ocupação Marginal

Grande parte da população de baixa renda fica à margem do mercado imobiliário legal, não tendo outra alternativa senão buscar formas irregulares de habitação ou ocupação do solo. Apesar de o governo abrir programas de financiamento habitacional para acesso à casa própria, muitos não possuem os meios necessários para arcar com os custos desses financiamentos e são obrigados a ocupar loteamentos clandestinos.

Estas moradias são comumente construídas de maneira precária em locais que não interessam ao mercado imobiliário, como áreas públicas da periferia, margens de córregos, terrenos íngremes, charcos ou áreas de mangue.

Além destes tipos de moradia, existem os domicílios particulares improvisados, ou seja, quando localizados em unidade não-residencial (loja, fábrica, etc.) que não tinham dependências destinadas exclusivamente à moradia, mas que, na data de referência, estavam ocupados por morador. Os prédios em construção, vagões de trem, carroças, tendas, barracas, grutas etc. que estavam servindo de moradia na data de referência também foram considerados como domicílios particulares improvisados.

De acordo com o Censo Demográfico 2000 do IBGE, existem 258.185 destes domicílios, a maior parte nas regiões Sudeste (32%) e Nordeste (27%).

 O sonho da casa própria

Em 1964, o governo federal criou o Sistema Financeiro de Habitação para facilitar a aquisição da casa própria. Administrado pelo extinto Banco Nacional de Habitação (BNH), o sistema favorece, preferencialmente, famílias de baixa renda.

Segundo as regras, a casa a ser comprada deverá ser usada por quem a adquire, não podendo ser revendida, alugada ou utilizada para fins comerciais. Quem quiser se beneficiar do sistema, firma um contrato de financiamento no qual se compromete a pagar o imóvel. Em caso de não pagamento das prestações, o contrato é suspenso.

Pelo sistema, os interessados teriam, à disposição, diversos tipos de recursos como a caderneta de poupança e o fundo de garantia por tempo de serviço (FGTS), os mais tradicionais, e o financiamento bancário.

Com o fim do BNH, em 1988, a Caixa Econômica Federal (CEF) assumiu o SFH e aumentou as opções de financiamento, criando o programa de cartas de crédito. A CEF analisaria a renda do candidato a comprar a casa própria e de acordo com a avaliação fornece uma carta de determinado valor. De posse da carta, o candidato teria um prazo para encontrar um imóvel que estivesse dentro do valor estipulado pelo financiamento.

Existem outras alternativas de financiamento da casa própria e planos específicos, como financiamentos de imóveis ainda na planta ou em construção. Para saber mais, consulte o site da CEF (www.cef.gov.br).

Quaisquer imagem ou texto  postado em meu blog que desconheço o autor, será retirado após a solicitação do mesmo, caso haja direitos autorais reservados, conforme 

Lei nº 9.610, de 19.02.98

Altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências.

http://www.mct.gov.br/legis/leis/9610_98.htm

Obrigada!

 
 

Sobre maryalcantaras

Sou uma pessoa calma e bastante tímida. Não costumo sair muito e por isso vivo na internet. Sou bem eclética em questões referentes a preferências... adoro ler, ouvir música, dançar e tomar umas biritas de vez em quando... mas o que eu adoro mesmo é DORMIR e BEIJAR!!! Meu hobbie é DORMIR. Me interesso por coisas variadas, gosto tanto de coisas simples quanto de coisas rebuscadas. "O Amor conquista-se com Amor e não impondo regras." (A.D.) E talvez tenha de praticar um pouco mais a minha tolerância...
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