Dia Mundial dos Discos Voadores

 

Citação

24 de junho, dia mundial dos discos voadores

Perguntas que não se calam

O que pensar sobre os discos voadores? Eles existem? Se existem, o que são? De onde vêm? Por que vêm à Terra? E por que não se mostram abertamente a todos nós? Essas são apenas algumas das indagações mais comuns que vemos em nossas vidas de ufólogos, pessoas obstinadas que, pelas mais variadas razões, não descansam enquanto não esclarecerem o mistério do Fenômeno UFO. Tais perguntas nos são feitas pela sociedade, pela população, que quer respostas e esclarecimentos. Mas onde estão tais respostas? Elas existem? São conclusivas? Hoje, 58 anos após a observação de Kenneth Arnold, nos EUA, que deflagrou a chamada Era Moderna da Ufologia, ainda não temos todas as respostas que gostaríamos, mas temos várias que podemos, certamente, apresentar à população de maneira inequívoca

De fato, algumas certezas já temos até de sobra, que nos permitem fazer afirmações ousadas e impactantes. Uma delas, claro, é a de que os discos voadores de fato existem. Quanto a isso não há mais dúvidas, e os que duvidam apenas não conhecem as informações existentes. Há literalmente milhões de registros dessas naves nos arquivos das forças armadas de quase duas centenas de países, até mesmo no Brasil. Nossa Aeronáutica, de maneira absolutamente inédita e surpreendente, admitiu aos ufólogos da Revista UFO, em seu histórico encontro de 20 de maio passado, que desde 1954 registra sistematicamente objetos voadores não identificados em nosso espaço aéreo, mantendo tais casos em arquivos específicos e confidenciais, que os ufólogos agora tentam abrir para a população através de sua campanha UFOs: Liberdade de Informação Já.

Mundos mais avançados que a Terra

Mas se os UFOs existem, de onde vêm? Certamente, vêm de fora de nosso planeta, sendo por isso chamados de extraterrestres, alienígenas ou mesmo exoterrestres. Vêm de mundos que, assim como a Terra, lograram avanço tecnológico tal que permitiu às suas sociedades visitarem outros planetas, embora o façam numa escala muito mais ampla do que nos permite nosso estado evolutivo. A nossa civilização, até o momento, pode apenas e rudimentarmente instalar robôs em Marte e Vênus ou fotografar com câmeras remotamente operadas nossos planetas os distantes do Sistema Solar, como Júpiter, Saturno e Netuno. Só isso. Os seres que nos visitam têm veículos mais sofisticados, mais eficazes, mais rápidos e que usam formas de energia que ainda não conhecemos, imensamente mais potentes que as que conhecemos.

Enquanto nossas façanhas em direção ao cosmos nos enchem de emoção, justificadamente, elas são – e isto devemos reconhecer – muito limitadas e ainda insignificantes em escala cósmica. E o são porque a Terra possui uma civilização jovem, que ainda tem muito a crescer e a se expandir, principalmente em termos tecnológicos e astronáuticos. Talvez daqui 30 ou 40 anos já tenhamos condições de enviar tripulações de homens e mulheres a planetas distantes, de outros sistemas estelares e até mesmo de outras galáxias. Hoje, nosso alcance máximo é nossa vizinha, o que podemos considerar uma espécie de quintal da Terra. Vendo por esse ângulo, e tendo o bom senso de admitir que o universo é cheio de planetas onde a vida também floresceu, fica bem mais fácil entender que muitos desses mundos tenham raças mais antigas e mais avançadas do que a nossa, e possam fazer hoje o que pretendemos fazer nas próximas décadas.

Nós e nossos visitantes temos os mesmos anseios

Mas por que os UFOs vêm à Terra, afinal? O que pode parecer um importante aspecto do mistério que envolve os discos voadores pode ser, na verdade, algo banal. Ora, os UFOs vêm à Terra pela mesma razão pela qual mandamos nossos robôs a Marte e a Vênus, ou nossas sondas a Júpiter, Saturno e Netuno. Nossos visitantes buscam fora de seus planetas, no universo, exatamente aquilo que nós buscamos fora do nosso: outras formas de vida, mais conhecimento sobre suas origens e mais controle sobre seus destinos. É bem possível que eles tenham sentimentos e anseios bastante semelhantes aos humanos. Entre os quais o de expandir suas fronteiras cada vez mais, de ampliar seus limites, de vencer seus obstáculos. Por causa desse instinto nós fomos à Lua, por causa disso tentamos explorar o espaço, por tal razão buscamos a outras formas de vida lá fora. E certamente pelas mesmas razões outras civilizações do universo, mais avançadas e esclarecidas que a terrestre, fazem o mesmo. E ao fazê-lo, encontram a Terra entre seus destinos, como talvez também encontrem muitos outros mundos semelhantes. Coisa para eles natural, como um dia será para nós.

A derradeira questão que resta tentar explicar é: por que nossos visitantes não se mostram abertamente aos habitantes da Terra? E a resposta pode muito bem ser formulada com outra pergunta: por que fariam isso? Tal apresentação lhes traria algum benefício direto, que eles já não tenham em suas seculares explorações ocultas de nosso planeta, uma vez que são raças mais avançadas e têm mais capacidade tecnológica de explorar nosso mundo e seu ecossistema? Por outro lado, estaríamos nós, os terrestres, em condições de receber abertamente visitas de outras raças do universo, evoluídas e sofisticadas, sem que isso tenha um impacto tão profundo em nossa sociedade e trajetória evolutiva que rompa com nossa cultura? Historicamente, a resposta é não. É amplamente sabido que, quando uma sociedade mais avançada se aproxima de uma mais atrasada, a primeira subjuga e destrói a segunda. Se isso já aconteceu em centenas de exemplos épicos em nosso mundo, que dirá em escala cósmica.

E ainda que esta não fosse a razão para o não contato oficial e imediato, como tanto gostaríamos, haveria outra para que impeça uma raça cósmica vir a ter aproximar-se aberta e irrestritamente da Terra. A resposta também é sim, e ela pode ser interpretada através dos números estatísticos sobre nossa espécie. Um deles é de que, dos 6 bilhões de seres humanos de nosso planeta, 2,3 bilhões passam fome, 1,5 bilhão está em estado de absoluta inanição e 2,2 bilhões em conflitos de todos os tipos, principalmente guerras, que têm como estopim, em 90% dos casos, disputas meramente religiosas. Ou seja: os homens e mulheres de nosso planeta são aprenderam sequer a conviver entre si, de maneira minimamente racional, para pleitearem o direito de conviverem com raças mais adiantadas do universo. Será que é difícil entender uma equação tão obvia? Pode ser para nós, mas certamente não para humanidades mais avançadas e resolvidas, como devem ser aquelas onde vivem nossos visitantes.

Vendo os discos voadores de maneira descomplicada

A resposta para a falta de contato deve ser entendida de uma maneira simples. Nossos visitantes parecem não desejar se apresentarem de maneira ampla e oficial porque, primeiro, não têm necessidade disso, pois dominam há séculos a capacidade de vir à Terra para observar ou buscar o que desejam. Segundo, porque não somos ainda, enquanto raça, capazes de entender e praticar uma convivência em escala cósmica, nem de absorver seus eventuais benefícios. Nós, seres humanos terrestres, precisamos, antes de qualquer outra coisa, resolver nossos conflitos e desigualdades, alimentar e abrigar nossos famintos, dar condições de vida a todos os membros de nossa raça, extinguir as diferenças tão brutais entre os integrantes da humanidade, antes de sequer pensarmos em ter o benefício de um contato formal com raças avançadas do universo.

Ainda assim, talvez a humanidade logre tal contato de outra forma. Tudo leva a crer que ele ocorrerá mesmo em meio ao caos em que vivemos. Essa certeza parece se tornar cada dia mais concreta e inequívoca. E também são números que apontam para isso, como o aumento gradativo e firme da casuística ufológica global, sem tréguas há décadas. Essa evolução na quantidade de casos de observações de UFOs e contatos com seus tripulantes indica que iremos, em um período ainda não estimado, acabar estabelecendo um contato formal com nossos visitantes, ou pelo menos com alguns deles. Talvez isso ocorra não por iniciativa deles, como seria desejável, mas sim porque o ser humano, em seu irreversível processo evolutivo, está indo cada vez mais longe no espaço, e lá fora há de os encontrar. Essa é uma questão de tempo. Um tempo que não sabemos de quanto será, mas que está ligado ao que precisaremos para evoluir como espécie e alcançar áreas mais longínquas do cosmos.

Enquanto a ciência se fecha, a Ufologia se abre

E a Ufologia, enquanto isso, hoje reconhecida até mesmo pela Força Aérea Brasileira (FAB) como uma atividade de credibilidade e responsabilidade, continuará se esforçando, como tem feito nos últimos 58 anos, para obter mais respostas para o enigma representado pelo Fenômeno UFO, assim como encontrar mais sustentação para as respostas já apresentadas e difundidas. Todo esse esforço vem sendo feito numa tentativa explícita, por alguns, e implícita, por outros, de preparar nossa humanidade para o impacto, positivo ou negativo, que ela sofrerá quando o contato se concretizar. Certamente, quando isso ocorrer, precisaremos de toda a informação possível sobre nossos visitantes. Enquanto a ciência se fecha para a realidade do Fenômeno UFO, a Ufologia permanece persistente em busca de conhecê-lo e explicá-lo à sociedade.

Parabéns a todos os ufólogos por seu dia, 24 de junho. Mas, muito mais do que isso, parabéns por sua obstinada e firme iniciativa de se aventurarem numa área tão complexa, tão difícil de manejar, tão distante de nosso cotidiano. Vocês estão efetivamente construindo o futuro.

A. J. Gevaerd, editorRevista UFO Brasil


Em Busca dos OVNIs

 
"Os Discos Voadores e Os Processos Mágicos" 
 
POR:  ADILSON MACHADO E IRACEMA PIRES

 
Um dos fatos que mais têm aborrecido os ufólogos é a imprevisibilidade dos aparecimentos dos discos voadores. Centenas e até milhares de pessoas têm se organizado em grupos de vigília, pernoitando nas matas, cerrados, pés de serras, litorais, enfim, dos mais insuspeitados locais passíveis de aparecimentos e, via de regra, têm retornado frustrados pelo forfait.

Os discos voadores aparecem em todos os continentes, países e regiões do globo, menos onde nos encontramos à espera – resmungam os vigilantes. E isso tem se afigurado a muitos céticos como indício seguro de que tais objetos não existem, pois se existissem já teriam sido surpreendidos pelos pesquisadores de campo em suas incansáveis peregrinações pelos sertões, uma vez que, decididamente, "eles" procuram evitar as cidades e aglomerados urbanos, só raramente fazendo suas incursões em locais habitados ou de aglomerados populacionais.

Essa reclamação dos ufólogos é uma constante e vem de há muitos anos. Nós mesmos, anos passados, abordávamos decididamente uma das muitas vítimas de abdução (palavra específica para designar pessoas que são raptadas, seqüestradas ou induzidas psiquicamente a seguir os estraterrestres a bordo de suas naves), insistindo para que nos explicasse por que não escolhem locais bem mais sensacionais para suas aterragens, como a Praça dos Três Poderes, a Praça do Capitólio, de São Pedro ou a Praça Vermelha. Entendíamos que seria lavrado um tento valioso e, de uma vez por todas, se calariam as vozes discordantes de antiufólogos.
 
A força desviadora da rotação da Terra

 

 
Nossa entrevistada (Alex Madruga) – que afirma ter sido levada para o planeta de origem dos discos voadores (ou pelo menos de "alguns" dos discos) e lá ter recebido valiosos ensinamentos técnico-científicos – informava que essas descidas espetaculares não ocorriam principalmente em conseqüência da pouca flexibilidade de manobra das naves. "Eles se deslocam dentro de fluxos magnéticos específicos, na atmosfera terrestre. Não podem ir aonde querem, mas apenas onde podem, sempre se orientando dentro do campo magnético do planeta. Esses fluxos são mutáveis", disse ela. "Eles têm que elaborar mapas de navegação, assim como os nossos pilotos têm que elaborar os seus planos de vôo."

Até que ponto isso poderia ser entendido pelas pessoas mais céticas aquelas que precisam ver para crer"

A ciência admite que o campo geomagnético do planeta seja formado por correntes elétricas que fluem das proximidades da superfície do núcleo terrestre (2.900km), o qual pode provocar correntes mecânicas por não ser sólido. Esses campos podem ser observados na superfície e apresentam variações (denominadas anomalias regionais: uma na China, uma na América do Norte e outra no Atlântico Sul), cujos centros deslocam-se 1/6 de grau por ano, no sentido leste/oeste.
 
Campos magnéticos e os "Caminhos do Dragão"

 
A força desviadora da rotação da Terra orienta essas correntes segundo o eixo de rotação, fazendo predominar na superfície um campo bipolar simples. Não se sabe onde essas forças se originam, mas sabe-se que tais campos podem ser gerados por murtas causas diferentes, e, a partir dos estudos de Gauss, podemos estabelecer se as componentes variáveis dos campos têm causa interna ou externa.

Estudos que remontam há 200 anos mostram que tais variações são mais intensas durante o dia e no verão. Tomemos um dado ponto da Terra como exemplo: seja Berlim, na Alemanha, onde a bússola tem a sua declinação extrema oriental às 8 horas: a partir das 10h ela passa pela posição que mantém durante a noite, e por volta das 14h alcança sua posição extrema ocidental – com uma diferença de 1/5 de grau.

As coisas ocorrem como se a Terra girasse em frente de um gigantesco magneto em forma de ferradura, com o Pólo Norte a 350 sul e que atinge o meridiano das 10h30 de tempo local – sendo que no hemisfério de verão as correntes são mais fortes (com uma intensidade que pode atingir até 90.000 ampères na Anomalia Regional da América do Norte e 40.000 ampères na do Atlântico Sul).

Além disso, há também uma variação resultante da influência da Lua, com 1/10 da solar (diurna) e que atrasa em cerca de 50 minutos diariamente, em relação à solar, em forma de "maré", sendo ainda auxiliada pela ação de correntes elétricas a 100km de altitude, atingindo 10.000 ampères no hemisfério de verão.

Essas correntes são geradas por um processo muito simples, tendo a atmosfera terrestre a função do "induzido" e as camadas elétricas da ionosfera a função das "espiras". O campo é o do próprio globo. Durante o dia a ionosfera é mais condutora do que à noite, pois o aquecimento do ar reforça o sistema de marés. Sobre o equador magnético as correntes ionosféricas são mais fortes (eletrojet) As influências solares e lunares e de confluência atmosférica sofrem variações de intensidade sistemáticas, de um local para outro, afora também as estações do ano e da conseqüência do ciclo das manchas solares (a cada 11 anos), havendo que se notar que além de tudo quanto já foi explicitado, há que se considerar uma variação ainda maior e mais intensa nas áreas das auroras boreais.

Os próprios tripulantes dos UFOs já teriam informado a várias testemunhas que seus aparelhos se movem através de campos magnéticos. Assim, não é de se admirar que eles tenham caminhos anteriormente preparados e não possam descer onde a gente quer que o façam. É pena, mas eles sabem muito bem por que agem assim e nós teremos que aprender mais para compreendê-los.

O conhecimento de que a superfície da Terra é percorrida por correntes telúricas eletromagnéticas é muito mais antigo do que pensa a física.

Antigamente, na China, tais correntes eram denominadas como Lung-Mei, ou "Caminhos do Dragão", muito misteriosos e pouco conhecidos fora do Império do Meio. Os chineses acreditavam que no interior da Terra habitava um grande dragão, vivo, que ao mexer-se provocava os terremotos. Quando se deslocava. seguia sempre pelas mesmas e velhas trilhas – como podemos observar o que fazem as reses, nas fazendas, traçando sempre um caminho entre os estábulos e as aguadas e ramadas.

Curiosamente as pessoas também apresentam um comportamento semelhante, bastando observar os carreiros formados na grama dos nossos jardins, pelo passar constante dos pedestres para encurtar caminho dentro da praça. Pena que as prefeituras coloquem obstáculos e plaquetas de "não pise na gama", em vez de "oficializar" a tendência dos passantes. Esses misteriosos caminhos chineses nos servirão de guia na busca da verdade na questão dos meios de propulsão dos discos voadores.
 
Encruzilhadas, exus e trilhas sagradas


Os trabalhos de Alfred Watkins, J. Foster, Brindley, Foster Forbes, Heinsch e K. Maltwood – todos – se ativeram à análise desses caminhos em solo inglês e da Escócia, tendo Watkins escrito uma obra de grande importância: The Old Straight Track; e H. Tyler, o seu pequeno The Geometrical Arrangement of Andem Sites.

Foram membros do Straigh Track Club que também forneceram excelente material para a importante obra de John Michell: Em Busca da Atlântida.

Esses Lung-Mei são muito importantes, do ponto de vista técnico, para a compreensão de problemas bastante sérios que ainda se fazem presentes no folclore e nas crenças populares. Os membros do Straight Club observaram que mesmo os animais, quando migravam, o faziam seguindo certas linhas fixas. Nos cruzamentos dos "Caminhos do Dragão" verifica-se uma concentração de força magnética. O conhecimento desse fato estaria na origem do costume celta de erigir marcos de pedra nesses precisos sítios, em forma de menires. Tem várias utilidades, inclusive a de saneamento. com a descarga da eletricidade estática da atmosfera, tendo muito a ver com a fertilidade do solo e regime de chuvas.

Michell conta em seu livro que "no início deste século um estudante suicida foi enterrado pelos amigos numa sepultura situada na ‘Linha do Dragão’ e que a Diretoria do Cerimoniai de Pequim mandou instruções urgentes para que o corpo fosse removido do local, que era estritamente reservado aos membros da família imperial" (J. D. Hayes: The Chinese Dragon).
 
O estranho ritual de sangue e de fé

Esses "Caminhos do Dragão" estendiam-se pelo mundo inteiro, na crença dos chineses – crença que foi confirmada por uma tradição inglesa.  A lenda existe na Austrália e na América do Norte, como o caminho dos deuses e da grande serpente. Na Irlanda eles são a "Estrada das Fadas". Muitas estradas antigas da Inglaterra, que eram consideradas "romanas", são trilhas pré-históricas que os romanos calçaram e aproveitaram (conhecedores que eram da antiga tradição). Michell conta que "no País de Gales os caminhos sagrados estavam sob a proteção do espírito Elen – a deusa do Poente". Em Avebury e Stonehenge verificou-se uma semelhança entre os caminhos astronômicos de outros continentes e os ingleses, uma vez que "muitas linhas eram traçadas a partir de um círculo de pedra em direção ao azimute do Sol, Lua ou de um planeta em particular".

Esse antiqüíssimo conhecimento era do domínio dos israelitas, que, desde Jacó, seguiam o velho costume de erigir marcos de pedra nos locais de cruzamento, chamando-os Betel ("Pedra do Senhor"). Com a certeza de que o Senhor se manifestava nesses cruzamentos, os antigos israelitas aí prestavam culto – costume que levaram para todos os rincões para onde se dirigiram após a dispersão.

A influência de Israel no continente africano é por demais conhecida (ver África – Desde Ia prehistoria hasta los Estados acata(es – Pierre Bertaux, volume 32 da Historia Universal Siglo Veintiuno). Neste continente, tais cruzamentos ficaram marcados como o local de encontro dos exus. Exu é o chefe dos demônios, como quer o cristianismo, porém etimologicamente é uma forma corrompida da pronúncia hebraica: Yéschua, que significa chefe, líder, condutor de homens, duque (no vernáculo português). É a mesma origem dos nomes próprios Josué e Jesus (pronunciado lesus, em latim). Vem dai o costume tradicional de invocação dos exus nas encruzilhadas, visto que as populações africanas perderam o real significado do ritual de invocação do Senhor (Exu = condutor; também é Senhor).

Existe um antigo relacionamento entre os caminhos de força magnética e o próprio psiquismo humano e os rituais de sangue. Até mesmo Abraão o praticou – modificando o costume de sacrificarem-se crianças, substituindo-as por animais (ovelha). Os antigos cananeus mantiveram-se fiéis ao costume por muito mais tempo, originando as sangrentas guerras punitivas que lhes moveram os israelitas.

O cristianismo aboliu também esta modalidade de sacrifício de animais, substituindo-o pela hóstia sagrada, o trigo: "Tomai e comei; este é o meu corpo. Tomai e bebei; este é o meu sangue", referindo-se ao vinho parte importante da liturgia. Na África, os costumes se mantiveram mais arraigados e foram transplantados para o Brasil, onde ainda permanecem com toda a sua pureza, no ritual do sacrifício de galinhas pretas, velas, farofas e bebidas alcoólicas depositadas nas "encruzilhadas". Perderam o conhecimento de que "encruzilhada é o ponto em que as correntes do dragão chinês se sobrepõem" e continuam depositando suas oferendas nos cruzamentos de ruas. Não admira que raramente as entidades do astral atendam os pedidos. Perderam o “savoir faire”. Quase como colocar um pára-raios bem distante do edifício que deveria proteger.
 

Encontros em pontos específicos

 
Com base naqueles trabalhos de John Michell e nos relatórios de avistamentos ufológicos, o pesquisador francês Aimée Michel elaborou a sua teoria das ortotenias (orto = reto, certo; theneis = linhas) estabelecendo o "corredor Bavic" – uma linha hipotética traçada desde a cidade de Baieux (Baienne) até Vichy, servindo de linha-tronco dos movimentos dos discos voadores pelos céus franceses. Essa linha, prolongada em direção sudoeste, atravessa o nosso pais, desde Fortaleza (CE) até Ponta Porá (MS). Inversamente, cruzará a Europa, no rumo nordeste, atravessando o deserto de Gobi e daí descendo pela China, Oceano Pacífico, cruzando toda a Austrália, novamente o Pacifico e penetrando na América do Sul, pelo sul-sudoeste do Chile, Argentina, e novamente o Brasil.

Se prosseguirmos, no mapa, veremos que toda essa faixa é palco de constantes avistamentos ufológicos, sendo estatisticamente forte o número de casos de contato de terceiro grau.

Seriam os antigos dragões os discos voadores? Não. Apenas ocorre que estes, utilizando-se dos campos magnéticos para seus deslocamentos, encontram nos Lung-Mei excelentes caminhos já preparados, bastando seguimos confortavelmente.

Apoiando-se na interação dos campos magnéticos atmosféricos e telúricos, tais naves percorrem trajetos já fixados como se viajassem dentro de um túnel energético. O pasmo dos observadores diante das "viradas absurdas e em ângulos impossíveis, dos discos voadores", encontra aí a sua resposta. Seguem pelos "canos" como água em nossas instalações hidráulicas. Se por acaso algum "se perder", saindo dos trilhos, haverá um desastre. Muitos relatos existem dando conta de explosões de UF’Os.

Como determinar tais cruzamentos? Atualmente, apenas pela rabdomancia.Mas é possível que no futuro possamos dispor de equipamentos sensíveis a essas variações de campo e possamos determiná-los cientificamente (não que a rabdomancia não seja "científica’).

Não parece curioso que alguns tripulantes de OVNIS tenham sido descritos pelas testemunhas como ostentando um emblema em forma de serpente sobre o peito? A serpente é a representação ocidental do dragão oriental (assim como a águia e, algumas vezes, até o próprio escorpião). O único país ocidental que ostenta o símbolo do dragão é, curiosamente, a Inglaterra, herdeira de milenares tradições esotéricas.

Os discos voadores têm alguma coisa a ver com os rituais de sangue? Há muitos indícios. Certamente não sacrificam os seres humanos, contentando-se com poucos gramas de plasma. A "flauta mágica", uma boa pista

 
Terão algo a ver com a mitologia? Talvez. Antigamente, o local de cruzamento das linhas era consagrado a algum deus (ou seu planeta representativo), que a Igreja substituiu por algum santo ou anjo com características correspondentes. Na Inglaterra o eram ao deus egípcio Thot (Mercúrio), que os druidas chamavam Theutatis – que era o mesmo Baal dos cananeus, como quer John Michell. Mercúrio romano era representado com asas nos calcanhares, indicando tratar-se de uma divindade voadora. Michell lembra também que Cneph (o disco solar egípcio) foi substituído, nas terras de Anglia, por Santa Catarina e sua roda. São Jorge é a representação do deus solar celta Ock, ou Og, o gigante, rei de Basã. Os rituais prestados nesses locais de adoração tinham tempo certo – ao contrário de nossos rituais de quimbanda, que são realizados aleatoriamente -, e veremos por que.

. Em certas estações do ano, as linhas de força eram ateadas pelo fluxo de influências planetárias e, num dia determinado, quando a ativação magnética atingia o zênite, eram realizadas certas cerimônias mágicas: "Ainda hoje algumas feiras e festas anuais observam o dia em que a corrente de fertilidade passa pela Terra. As feiras ocorriam embaixo dos campanários e as pessoas, inclusive, negociavam ali, sem nenhum sentimento de culpa", diz Michell, levando-nos ao Novo Testamento e à revolta do Cristo contra os vendilhões do Templo de Salomão.

É ainda John Michell que nos diz, à página 36 do seu Em Busca da Atlântida: "A mágica, sem o conhecimento, toma-se superstição, e não há dúvida de que muitos ritos antigos eram repetidos mais tarde, sem nenhuma compreensão de sua finalidade:’

Fung-Shuí era o termo chinês para rabdomancia e rezava que a "força do dragão era de duas espécies: Yin e Yang (negativa e positiva), tigre branco e dragão azul, respectivamente, sendo que a posição mais favorável era o ponto de encontro das duas".

Elaboramos um trabalho sobre os odores característicos relatados em associação com avistamentos muito próximos de UF’Os, concluindo que têm muito a ver com o famoso "cheiro de enxofre" das lendas caboclas e com a ozonização do ar. Vimos que tal cheiro é atribuído ao demônio – nome que cabe especificamente a Pã, o grande deus da mitologia grega, que era filho de Hermes (Thot), o deus com o caduceu (duas serpentes enroscadas no báculo): Idá e Pingalá em volta do Shuchuma. Até mesmo aquele som mavioso relatado tem a ver com a sonoridade atribuída à flauta de Pá (A Flauta Mágica, que a todos seduzia), muito bem explorado por Spielberg no filme Contatos Imediatos do Terceiro Grau.

 Uma última recomendação aos  aficionados de vigílias ufológicas: procurem os cruzamentos dos caminhos do dragão chinês e boa caça aos UFOs. Um pentagrama desenhado no solo, ou uma grande serpente, não farão mal algum – muito pelo cotrário.


* A citação ’24 de junho, dia mundial dos discos voadores’ foi retirada do spaces abaixo através de pesquisa na internet.

By http://bernardespace.spaces.live.com

* As informações sobre ‘Em busca dos OVINs’ foi retirada do site abaixo através de pesquisa na internet.

By http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.imagick.org.br/pagmag/themas2/image8HR.JPG&imgrefurl=http://www.imagick.org.br/pagmag/themas2/UfosMagia.html&h=300&w=400&sz=17&hl=pt-BR&start=18&um=1&tbnid=3tmEEYBHtyxuoM:&tbnh=93&tbnw=124&prev=/images%3Fq%3Ddiscos%2Bvoadores%26svnum%3D10%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26lr%3Dlang_pt%26sa%3DN

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Sobre maryalcantaras

Sou uma pessoa calma e bastante tímida. Não costumo sair muito e por isso vivo na internet. Sou bem eclética em questões referentes a preferências... adoro ler, ouvir música, dançar e tomar umas biritas de vez em quando... mas o que eu adoro mesmo é DORMIR e BEIJAR!!! Meu hobbie é DORMIR. Me interesso por coisas variadas, gosto tanto de coisas simples quanto de coisas rebuscadas. "O Amor conquista-se com Amor e não impondo regras." (A.D.) E talvez tenha de praticar um pouco mais a minha tolerância...
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Uma resposta para Dia Mundial dos Discos Voadores

  1. Vαиєѕѕα εїз disse:

     ♥☆PASSEI SOMENTE   ♥☆ ♥☆  ♥☆ ♥☆    ♥☆    ♥☆   ♥☆     ♥☆    ♥☆    ♥☆♥☆   ♥☆     ♥☆    ♥☆  ♥☆   ♥☆   ♥☆  ♥☆    ♥☆     ♥☆    ♥☆   ♥☆PARA ENCHER TUA PÁGINA DE CARINHO…  ♥☆ DIZER QUE♥☆    ♥☆  ♥☆♥☆   ♥☆     ♥☆    ♥☆  ♥☆   ♥☆LONGE OU PERTO,♥☆    ♥☆    ♥☆    ♥☆ ♥☆    ♥☆   ♥☆   ♥☆  ♥☆    ♥☆     ♥☆    ♥☆   ♥☆      ♥☆   ♥☆    ♥☆ALEGRE OU TRISTE!!!♥☆   ♥☆    ♥☆  ♥☆     ♥☆    ♥☆    ♥☆♥    ♥☆   ♥☆   ♥☆    ♥☆ ♥☆     ♥☆    ♥☆    ♥☆♥☆   ♥☆   ♥☆NUNCA ESQUEÇO    ♥☆    ♥☆    ♥☆ ♥☆    ♥☆    ♥☆   ♥☆   ♥☆    ♥☆    ♥☆    ♥☆    ♥☆  ♥☆  ♥☆  ♥☆   ♥☆ QUE VOCÊ EXISTE!!!♥☆ 

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