Veja dicas para arquivar fotos digitais e de papel

Instantes impalpáveis

Apesar de gerar facilidades, arquivos de fotografia digital ainda provocam reservas em especialistas, demandando cuidados especiais para não se perderem

Por LEONARDO TOLEDO

O advento da tecnologia digital promoveu o milagre da multiplicação da fotografia em nosso cotidiano. Pelo celular, IPhone ou câmera digital, passamos a registrar cada momento, sem receito de desperdiçar filme ou a necessidade de aguardar pela revelação. Em certa perspectiva, a evolução desse equipamento permitiu a popularização e a possibilidade de experimentar sem medo de errar. Por outro lado, o instante seguinte ao clique pode ser o único em que muitas dessas imagens são lembradas. Não raras vezes, as fotografias digitais perdem-se entre outras milhares armazenadas na memória do computador. Na pior das hipóteses, podem ainda ser apagadas para sempre devido a descuidos ou defeitos nas máquinas. A Tribuna ouviu profissionais do ramo para saber como essa volatilidade tem influenciado seu trabalho e quais as melhores maneiras de garantir que os instantes captados por nossas câmeras possam chegar, realmente, a posteridade.

Diante de aparelhos cada vez mais leves e portáteis, como os tablets, e da possibilidade de conectar o computador a diferentes tipos de monitores, há quem considere o papel um artigo totalmente desnecessário; pelo menos, no que concerne à fotografia. Pessoas como a fotógrafa Nina Mello discordam dessa premissa. “Existe um movimento de resgate dos álbuns de família ou de viagem. São formatos mais divertidos, bonitos e decorativos”, opina, embora não descarte a utilidade de um álbum virtual (ver box), criado em paralelo ao formato impresso, para que as imagens também possam ser compartilhadas com pessoas que estão distantes fisicamente.

 

Nina exemplifica sua afirmação citando o surgimento de profissionais especializados em organizar álbuns, prestando serviços a pessoas que têm muitas fotografias guardadas em casa, mas que desconhecem o melhor modo de reuni-las. Ainda pouco comuns no Brasil, os “personal photo organizer” são uma categoria em expansão nos Estados Unidos, contando com uma associação de classe, a Association of Personal Photo Organizer, que emite certificados de qualificação e organiza encontros do segmento.

 

Ao contrário do que se imagina, após uma década de popularização da tecnologia digital, a fotografia analógica ainda não caiu completamente em desuso. Segundo o proprietário da Foto Pavão, Carlos Pavão, a revelação de negativos ainda corresponde a quase 25% desse mercado. A facilidade de visualização das imagens em mídias digitais também não comprometeram o setor. “A venda de filmes caiu muito, mas não houve esse mesmo baque na impressão. Quem gosta de fotografia continua ‘revelando’, sobretudo entre as pessoas com mais de 30 anos”, explica o empresário.

A revanche do papel

 

Com um acervo de milhares de imagens sob seus cuidados, a responsável pelo acervo de fotografia da Fundação Mariano Procópio (Mapro), Rosane Carmanine Ferraz, lida com fotos em papel que datam da década de 1860 e ainda permanecem em boas condições. A historiadora diz que os arquivos digitais ainda geram insegurança entre os profissionais de conservação. A desconfiança é gerada pela facilidade com que as mídias eletrônicas se deterioram e também pela velocidade com que a linguagem dessa tecnologia se renova. Assim, teme-se que o CD e DVD, por exemplo tenham o mesmo destino dos disquetes em pouco tempo. “Não temos como evitar esse processo. Mas, em termos de preservação, o assunto ainda está em debate. Os conservadores se preocupam muito com o que será desse arquivo digital no futuro. Muitas instituições que correram para digitalizar seus acervos estão sendo criticadas atualmente”, relata.

 

“Ainda estamos em uma fase de incertezas. Salvo minhas fotos em CD e também em um HD externo, mas não confio em nada disso”, avalia o editor de fotografia da Tribuna, Roberto Fulgêncio, enumerando relatos de pessoas que perderam todo seu acervo de uma hora para outra. Apesar de não se sentir seguro com a nova tecnologia, o jornalista reconhece que passou a imprimir menos fotos devido à comodidade do digital.

 

Em decorrência dessa desconfiança, a historiadora reproduz uma indicação dos especialistas: além de fazer cópias do arquivo digital em diferentes suportes, orienta-se guardar uma versão impressa das imagens mais importantes. A dica vale tanto para acervos institucionais – como o da Mapro -, como para arquivos pessoais. “Aquela foto de família que não pode ser perdida de maneira nenhuma deve ser impressa. O papel ainda é considerado mais seguro que o arquivo digital”, recomenda Rosane.

Não perca suas fotos

 

Para não perder suas fotos digitais e conseguir localizar imagens com rapidez no computador, valem algumas orientações. Em geral, recomenda-se que os arquivos sejam guardados em mais de um suporte para prevenir eventuais defeitos de memória. Trata-se do famoso “backup”, uma cópia normalmente armazenada em CD ou DVD. Como essas mídias não são totalmente confiáveis, há quem recorra a um HD externo (disco de memória autônomo, que pode ser conectado ao computador, semelhante a um pen drive).

 

Mais recentemente, algumas empresas passaram a oferecer espaço nas chamadas “nuvens de informação”, serviço que pode ser acessado de qualquer parte do mundo, a qualquer momento, sem a necessidade de instalação de programas. Assim, os dados em questão deixam de estar associados a um determinado suporte físico, alocando-se em um tipo de ambiente remoto, que possibilita a alusão a uma “nuvem”.

 

Prevenido, o fotógrafo da Tribuna Fernando Priamo recomenda a diversificação de suportes como regra de segurança. Além dos arquivos em seu computador pessoal, ele costuma fazer backup em DVD e HD externo, além de enviar suas fotos para o arquivamento em nuvem. “Acho que é uma boa solução, pois posso acessar essas imagens em qualquer lugar que esteja. Às vezes, vou viajar e não levo notebook. Mas, se for necessário, sei que posso baixar as fotos em qualquer computador”, relata.

 

Certos procedimentos básicos também garantem a qualidade da fotografia em papel por maior tempo. Rosane Carmanine recomenda que o material seja mantido longe do calor excessivo, da poeira e da luz, mesmos cuidados que devem ser aplicados à conservação de mídias como CD e DVD. A historiadora também orienta a manter as imagens sempre protegidas por algum tipo de invólucro, como um álbum, evitando sua manipulação com as mãos. Fotos avulsas devem ser separadas com um papel, de forma que nunca fiquem em contato direto umas com as outras.

Organizando as imagens no computador

 

No que tange a organização de arquivos, a escolha do método mais adequado é pessoal e deve combinar com o modo de raciocínio de cada pessoa. Apesar disso, algumas orientações gerais podem ajudar. Como em uma arrumação doméstica, a ordem é criar uma hierarquia que contemple todo o material e que pareça lógica; assim, será lembrada com maior facilidade.

 

Para a maioria das pessoas, o critério de data pode funcionar bem. Nesse caso, comece a “arrumação” organizando pastas com o ano em que essas imagens foram tiradas. Dentro de cada um desses arquivos, coloque os meses correspondentes e, sucessivamente, os dias em questão. Se preferir deixar todas as pastas dentro de um mesmo local, vale iniciar a identificação com a data (na sequência ano/mês/dia). Dessa forma, mesmo que recebam nomes específicos, todos os itens continuarão em ordem cronológica.

 

Apesar de suas vantagens, a câmera digital não é inteligente o suficiente para dar nomes específicos às imagens e destacar as mais importantes. Com um pouco de tempo e paciência, é possível trocar nomes genéricos – baseados no número de série da foto – por termos que poderão, mais tarde, ajudar a encontrar aquela foto específica dentro de outras tantas. Para isso, além de renomear os arquivos, é possível aplicar marcas (“tags”) às imagens.

 

Arquivos de uma vez

 

1. Na Galeria de Fotos do Windows, mantenha a tecla CTRL pressionada enquanto clicar nas imagens que deseja renomear;

 

 

 

2. Clique com o botão direito do mouse e selecione “Renomear”;

 

 

 

3.No painel “Informações”, digite o novo nome para esse grupo de imagens.

 

 

 

 

 

1. Abra a Galeria de Fotos do Windows

 

 

 

2. Clique na imagem em questão.

 

 

 

3. No painel “Informações”, clique em “Adicionar etiquetas”.

 

 

 

4. Digite a nova marca e pressione a tecla “Enter”.

 

*É possível reutilizar as marcas arrastando a imagem para a marca no “Painel de navegação”.

*A imagem ilustrativa e as informações acima retirei do site http://www.tribunademinas.com.br/cultura/instantes-impalpaveis-1.1016413 através de pesquisa na internet.
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Sobre luablejf

Sou uma pessoa calma e bastante tímida. Não costumo sair muito e por isso vivo na internet. Sou bem eclética em questões referentes a preferências... adoro ler, ouvir música, dançar e tomar umas biritas de vez em quando... mas o que eu adoro mesmo é DORMIR e BEIJAR!!! Meu hobbie é DORMIR. Me interesso por coisas variadas, gosto tanto de coisas simples quanto de coisas rebuscadas. "O Amor conquista-se com Amor e não impondo regras." (A.D.) E talvez tenha de praticar um pouco mais a minha tolerância...
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Uma resposta para Veja dicas para arquivar fotos digitais e de papel

  1. Joana disse:

    Bom dia! Gostaria de saber qual é o vosso email para contato.
    Pode responder para o meu: joanaseoportugal@gmail.com Obrigada, Joana.

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